Movimento Mundial pelas Florestas Tropicais

Aotearoa: causas subjacentes do desflorestamento analisadas em workshop de povos indígenas

A Coalizão Ambiental dos Povos Indígenas do Pacífico (Pacific Indigenous People’s Environment Coalition, PIPEC pela sua sigla em inglês) realizou, durante o final de semana de 21 e 22 de setembro, um workshop sobre as Causas Subjacentes do Desflorestamento e a Degradação das Florestas. O novo Ministro da Preservação Ambiental de Nova Zelândia, Chris Carter, deu início ao workshop que teve representantes da maior parte das comunidades das nações do Pacífico que moram em Aotearoa (Nova Zelândia), conjuntamente com a representação Maori. Quase todos os acadêmicos do Pacífico que trabalham no setor terciário participaram, bem como um representante da Sociedade Siosiomaga de Samoa.

Foram apresentados quatro estudos de caso: Aotearoa, Samoa, Ilhas Salomão e Tonga, e as crianças do Pacífico estiveram representadas através das apresentações, realizadas por escolares de 10 a 13 anos de idade, sobre a importância das florestas em nossas vidas. Para a maioria de nós, sem dúvida, esse foi o ponto mais emotivo do workshop, pois conseguimos ver a próxima geração de ativistas pelas florestas em ação (muitos deles participando pela primeira vez).

No segundo dia, observou-se um fluente debate de idéias e sugestões focalizando a identificação das causas subjacentes do desflorestamento na região do Pacífico em sua totalidade, visando extrair soluções potenciais e identificar as principais causas e atores envolvidos. Levando em consideração que este era um workshop Indígena, não surpreende que a maioria das soluções deram prioridade à liderança e vontade políticas e aos programas políticos. A educação e a geração de capacidade dos povos indígenas foram identificadas como a solução de maior potencial e o assunto foi analisado no contexto da construção de uma verdadeira independência.

Mais de 65 pessoas participaram durante o final de semana no workshop e várias pessoas se associaram à PIPEC, com o propósito comum de continuar participando ativamente na luta internacional pelos direitos dos povos indígenas e pela biodiversidade.

Por: Sandy Gautlett, Instituto Internacional de Pesquisa de Assuntos Indígenas e Maoris (International Research Institute for Maori and Indigenous Issues), Aotearoa / Nova Zelândia, correio eletrônico: sandygauntlett@hotmail.com