Movimento Mundial pelas Florestas Tropicais

Brasil: dia de luta contra a monocultura do eucalipto

A Rede Alerta Contra o Deserto Verde, entidade que reúne aproximadamente 100 organizações não-governamentais, movimentos sociais, associações, sindicatos e fundações, em quatro Estados brasileiros (Espirito Santo, Bahia, Rio de Janeiro e Minas Gerais) convocó a população capixaba, imprensa e autoridades políticas para participar das manifestações a ser realizadas nos dias 20 e 21 de setembro.

O objetivo é denunciar os impactos sócio-ambientais causados pela monocultura do eucalipto voltada para a exportação, no território capixaba. A Rede Alerta Contra o Deserto Verde cobra das autoridades, providências em relação às violações contra os direitos humanos e impactos ambientais cometidas pela empresa Aracruz Celulose.

A Rede Alerta Contra o Deserto Verde vem denunciando sistematicamente as violações contra os direitos humanos cometidos por essa empresa na comunidade de Vila do Riacho e nas comunidades remanescentes de quilombos no município capixaba de Conceição da Barra.

As entidades também querem providências das autoridades em relação à contaminação da água que abastece o distrito de Vila do Riacho, localizado próximo ao complexo industrial da Aracruz Celulose.

Para alertar a população capixaba, a Rede Alerta Contra o Deserto Verde vai realizar no dia 21 de setembro, dia nacional de luta contra a monocultura do eucalipto, duas manifestações no norte do Espírito Santo.

Depois de uma celebração ecumêmica com a presença de lideranças religiosas da Igreja Católica e de Igrejas Evangélicas, entre outras atividades haverá una manifestação próxima ao complexo industrial da empresa Aracruz Celulose.

O “deserto verde” cresce. Com apoio do governo articulado a grandes bancos e corporações européias, a monocultura em larga escala do eucalipto se expande pelas terras que seriam para a Reforma Agrária, e pelas pequenas propriedades da agricultura familiar campesina, ocupando as melhores terras, trazendo graves impactos sociais, poluindo o ar, contaminando a água e trazendo a repressão. A sociedade civil capixaba reclama “ Exportar é preciso, viver não é preciso?

Artículo basado en información de: Comunicación de Rede Alerta Contra o Deserto Verde, correo electrónico: fasees@terra.com.br ; Boletim Informativo do Movimento Alerta Contra o Deserto Verde do ES, MG e Sul da Bahia, Nº 6, setembro 2004.