Movimento Mundial pelas Florestas Tropicais

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ONGs Conservacionistas: De quem são os interesses que elas realmente protegem? | Boletim 242 – Jan / Fev 2019

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Este Boletim tem artigos escritos pelas seguintes organizações e indivíduos: Avispa Midia, the Mulokot Foundation Surinam, Rainforest Foundation UK, All India Forum of Forest Movements (AIFFM), The Oakland Institute e integrantes do secretariado do WRM.

NOSSO PONTO DE VISTA

ONGs CONSERVACIONISTAS: DE QUEM SÃO OS INTERESSES QUE ELAS REALMENTE PROTEGEM?

  • A indústria da Conservação: Um setor com fins lucrativos?

    Cada vez mais, ONGs conservacionistas estão estabelecendo parcerias com empresas que, na verdade, são as principais causadoras de desastres ambientais e sociais. E, ainda, essas ONGs retratam suas parceiras empresariais como participantes ativas das “soluções”. Mas quais soluções elas estão procurando? E soluções para quem?

  • Mulheres indígenas Baiga na Índia: “Nossa história deve ser ouvida”

    A aldeia de Fulwaripara reivindica o reconhecimento de suas terras de acordo com a Lei de Direitos Florestais, apesar do assédio por parte dos guardas do Departamento Florestal que tentaram impedir que isso fosse realizado. Porém, o processo não foi concluído, e agora, os moradores enfrentam a ameaça de expulsão.

  • Os Povos Indígenas Wayana no Suriname e as ONGs de conservação: uma história de “amor verdadeiro”?

    ONGs conservacionistas que trabalham no Suriname aumentaram a pressão sobre os indígenas Wayana. Depois de as comunidades florestais passarem anos sendo tratadas de forma severa, impositiva e paternalista por essas organizações, os Wayana decidiram buscar seu próprio caminho, de acordo com seu próprio modo de pensar e viver.

  • Deslocamento e expropriação na Tanzânia: como a “conservação” está destruindo os Maasai

    Nos últimos 80 anos, no norte da Tanzânia, os Maasai foram deslocados, e tiveram expropriadas suas terras, seus meios de subsistência e muito mais – tudo sob o disfarce da “conservação”. Este artigo traça as origens dessa expropriação por meio de suas lutas atuais, convocando à solidariedade.

  • Guatemala: A conservação perpetua o saque das florestas

    A criação da Reserva da Biosfera Maia legitima um modelo destrutivo: projetos de infraestrutura e energia de mãos dadas com Áreas Protegidas “sem gente”. Enquanto as ONGs de conservação engordam seus portfólios de projetos, comunidades camponesas e indígenas são deslocadas ou condicionadas a depender de ONGs e do mercado.

  • O custo humano de áreas estritamente protegidas na Bacia do Congo

    Na Bacia do Congo, na África, as muitas promessas de conservação participativa e baseada em direitos fracassaram. Para as comunidades que vivem em áreas protegidas ou nas proximidades, a realidade continua sendo de expropriação, empobrecimento e violações generalizadas aos direitos humanos.

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