Movimento Mundial pelas Florestas Tropicais




Áreas Protegidas e Florestas de Alto Valor de Conservação

A criação de áreas protegidas é um modelo “colonial” de conservação que se originou nos Estados Unidos e foi exportado para o resto do mundo. Por mais de um século, foi o paradigma dominante para o estabelecimento desse tipo de área. Os impactos sobre os povos indígenas têm sido terríveis e, ironicamente, o impacto sobre o meio ambiente também tem sido intenso. A criação de áreas protegidas por meio da expropriação de terras indígenas, da destruição de culturas indígenas e da transformação das comunidades locais em inimigos não só cria horrendos problemas de gestão, mas também, muitas vezes, destrói sistemas habituais de uso da terra que são viáveis e melhoram a biodiversidade. Esse tipo de conservação, de cima para baixo, também tem um custo político elevado, enfraquecendo as instituições consuetudinárias e reforçando o poder do Estado, o que pode, muitas vezes, leva a abusos de poder e violações dos direitos humanos.

Um exemplo mais recente de Áreas Protegidas são as chamadas Florestas de Alto Valor de Conservação (FAVC), uma ferramenta conceitual originalmente destinada ao zoneamento de paisagens florestais a fim de otimizar o manejo florestal. Nascidas de um regime de certificação voluntária (FSC), atualmente estão sendo impulsionadas por empresas, governos e grandes ONGs da conservação.

 

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