Movimento Mundial pelas Florestas Tropicais

O Dia Internacional de Luta contra as Monoculturas de Árvores no mundo

Em 21 de setembro, Dia Internacional de Luta contra as Plantações Monocultoras de Árvores, organizações, redes e movimentos em todo o mundo celebraram a campanha anual de resistência que continua a crescer a cada ano, exigindo o fim da expansão das plantações monocultoras de árvores, que ameaçam a soberania de nossos povos.

A seguir, algumas atividades que o WRM registrou.

Internacionais

*A Rede Latino-Americana de Mangues aderiu ao dia internacional lançando um banner que mostra a importância social e ecológica, bem como a diversidade, do ecossistema de mangue em relação aos impactos das plantações monocultoras de árvores. O banner pode ser acessado e baixado em:http://www.wrm.org.uy/plantaciones/21_set/2012/Guatemala.html.

*A Rede Latino-Americana contra as Monoculturas de Árvores divulgou uma declaração contra a expansão dessas monoculturas na América Latina, enfatizando o novo estímulo à expansão: a demanda por agrocombustíveis – incluindo óleo de dendê e madeira – por parte do Norte global. A declaração pode ser lida em Inglêshttp://www.wrm.org.uy/plantations/21_set/2012/RECOMA_Declaration.html e Espanholhttp://www.wrm.org.uy/plantaciones/21_set/2012/Declaracion_RECOMA.html

*Radio Mundo Real – A radio da Amigos da Terra Internacional lançou um vídeo curto chamado “Ocupação silenciosa”, onde se expõe o avanço das monoculturas de árvores em diferentes partes do mundo. O vídeo também faz referência à resistência de várias comunidades. Assista em http://vimeo.com/49907929

* Global Forest Coalition, Biofuelwatch, Critical Information Collective e Global Justice Ecology Project alertaram contra planos da União Europeia e dos Estados Unidos para expandir a bioeconomia voltada a substituir combustíveis fósseis por biomassa oriunda de árvores. Isso implicaria a substituição das florestas restantes do mundo por monoculturas de árvores, das quais se espera que produzam mais biomassa do que as florestas.

Na África Do Sul

*Ativistas da GeaSphere se vestiram de “múmias” (usando papel-toalha) e distribuíram panfletos sobre os impactos das plantações de madeira com a mensagem “o consumo de papel é a MORTE das pastagens”. A GeaSphere também apresentou um abaixo-assinado ao Global Solidarity Forest Fund (GSFF), um fundo de investidores do Norte que adquiriu vastas extensões de terra em Moçambique para estabelecer plantações monocultoras de eucalipto para produção de madeira. O abaixo-assinado, lançado em 21 de setembro de 2011, coletou mais de 10.000 assinaturas e exige que o GSFF pare de investir em plantações monocultoras de árvores na África do Sul e apoie, em vez disso, pequenos empreendimentos diversificados que beneficiem populações locais e estimulem a economia local. Veja o abaixo-assinado emhttp://www.thepetitionsite.com/1/stop-plantations-mozambique/

*A Timberwatch Coalition lançou, em inglês, o relatório: “No dia 21 de setembro, o mundo deve conhecer os verdadeiros custos das plantações monocultoras de árvores”, que pode ser lido em http://www.timberwatch.org/

Na Libéria

*O Sustainable Development Institute lançou, em inglês, o relatório “Futuros incertos: os impactos da Sime Darby sobre comunidades na Libéria”, mostrando a situação enfrentada por comunidades que sofrerm os impactos da expansão da plantação de dendê da empresa Sime Darby no oeste da Libéria, que ameaça os direitos de comunidades locais e sua segurança alimentar, colocando em risco seu bem-estar. O relatório pode ser baixado emhttp://www.wrm.org.uy/plantations/21_set/2012/Liberia.html

Na Malásia

A Associação dos Consumidores de Penang/Amigos da Terra Malásia deu uma entrevista coletiva denunciando o advento das grandes plantações monocultoras de árvores, na maioria para celulose e papel e dendê, em áreas de Sarawak anteriormente ocupadas por florestas, que são terras indígenas por direito consuetudinário. Uma carta aberta exige que o governo interrompa a expansão das plantações de árvores. Ver http://www.wrm.org.uy/plantations/21_set/2012/Malaysia.html

Na Indonésia

A organização CAPPA organizou em Jambi, Sumatra, uma coletiva à imprensa com jornalistas da Aliansi Jurnalis Independen/AJI (Independent Journalist Alliance) sobre o Dia Internacional de Luta contra as Monoculturas de Árvores, resumido por Anti-monoculture Day, com a participação do Movimento Mundial pelas Florestas Tropicais (WRM) e Amigos da Terra Internacional, contextualizando o surgimento deste Dia de luta e sua importância para a realidade da Indonésa.

No Uruguai

*A Amigos da Terra Uruguai (FOE) e o Movimento Mundial pelas Florestas Tropicais (WRM) realizaram um evento público no qual a FOE/Uruguai apresentou uma nova pesquisa denunciando o papel das empresas de soja e silvicultura no processo de concentração de terras no Uruguai. O WRM apresentou um panorama da expansão das plantações monocultoras de árvores e os conflitos associados a elas no mundo, produzido em conjunto com o EJOLT, disponível emhttp://www.wrm.org.uy/publications/ejolt.html

*O grupo Guayubira publicou um nota à imprensa denunciando os impactos já resultantes das grandes plantações de árvores para suprir as fábricas de celulose do consórcio formado por Stora-Enso e Arauco, e pela finlandesa UPM. Também denuncia o recente plano da UPM para construir outra fábrica de celulose. Em espanhol em http://www.guayubira.org.uy/2012/09/21-setiembre-dia-internacional-lucha-contra-monocultivos-arboles/

Na Argentina

*A Amigos da Terra Argentina fez várias ações de base – oficinas, debates, vídeos – em diferentes províncias do país: Corrientes, Rosario e Buenos Aires.

No Chile

*O Observatório Latino-Americano de Conflitos Ambientais (OLCA) divulgou uma declaração rejeitando o decreto 702 por ser uma continuação do decreto 701, pelo qual 50% dos 3 milhões de hectares plantados com pínus e eucaliptos que invadiram o sul do país foram subsidiados para geração de lucros privados. Em Espanhol em:http://www.wrm.org.uy/plantaciones/21_set/2012/Chile.html

*O Mapuexpress, coletivo de povos indígenas mapuches, também divulgou uma declaração denunciando os impactos das plantações de árvores sobre as comunidades mapuches no sul do Chile. Em espanhol em:http://www.wrm.org.uy/plantaciones/21_set/2012/Chile_2.html

No México

Durante uma semana de fóruns públicos abertos, paralelos a uma reunião governamental internacional para promover políticas de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+), grupos de comunidades, acadêmicos e organizações da sociedade civil se reuniram em San Cristóbal de las Casas, Chiapas. Eles analisaram a REDD+ que, entre muitas preocupações, considera as “monoculturas de dendê, pinhão-manso e eucalipto equivalentes a florestas ou matas para propósitos de absorção de emissões industriais de carbono; portanto, seu cultivo é incentivado em programas de REDD+. Condenamos veementemente essa abordagem, não apenas porque as plantações industriais de árvores são “desertos verdes” sem biodiversidade, mas também porque sua demanda de água e agrotóxicos causa graves problemas ambientais e de saúde. Os benefícios econômicos dos biocombustíveis e das plantações de celulose vão diretamente para os cofres das grandes multinacionais.” Veja: http://reddeldia.blogspot.mx/

Na Colômbia

Um novo documentário, em espanhol, chamado “Plantações florestais, terra e a soberania alimentar no Cauca” foi feito pela Censat Agua Viva. O vídeo pode ser assistido em http://www.youtube.com/watch?v=Pl4PjCZ6Rvk&feature=youtu.be

No Brasil

*A FUNPAJ fez uma homenagem ao padre José Koopmans, importante ativista da luta contra as plantações de árvores no Brasil. Também lançou uma campanha contra as plantações de árvores e por um zoneamento econômico e ecológico participativo, com o slogan “Mudar o padrão de consumo é tarefa urgente”. Mais informações em:http://www.wrm.org.uy/plantaciones/21_set/2012/Brasil.html

Alertas de ação

Foram organizados três alertas de ação sobre o ritmo alarmante da expansão das plantações de árvores: (1) no Gabão – contra o estabelecimento, pela empresa Olam, de Cingapura, de plantações monocultoras de árvores em 300.000 hectares de terra; (2) nas Filipinas – com os higaonons e camponeses no sul do país lutando contra a concentração de terras por parte da empresa A Brown Company, Inc (ABCI), para estabelecer uma plantação monocultora de dendê; e (3) no Brasil – com as organizações sociais denunciando a certificação dada pelo FSC à plantação monocultora de árvores da Fibria Celulose SA. Mais informações emhttp://www.wrm.org.uy/plantations/21_set/2012/action_alerts.html