Movimento Mundial pelas Florestas Tropicais

Planos de conversão de carvão para queimar biomassa só substituem um desastre por outro

As grandes plantas de queima de carvão no Reino Unido e em outros lugares estão tentando contornar os novos regulamentos de dióxido de enxofre da UE que as obrigam a fechar. A DRAX, a maior usina de carvão do Reino Unido, pretende converter metade de suas instalações para queimar granulados de madeira no lugar do carvão, recebendo, assim, subsídios pelo que é classificado e apoiado generosamente como “energia renovável”.

Os planos da DRAX exigiriam queimar granulados de quase 16 milhões de toneladas métricas verdes de madeira por ano, e outras instalações do Reino Unido (Tilbury B, Ironbridge, Drax, Eggborough, Alcan Lynemouth) estão seguindo esse curso, que, no total, queimaria granulados fabricados a partir de cerca de 50 milhões toneladas métricas verdes por ano. Quase toda essa madeira seria importada, uma vez que a colheita total nacional de madeira do Reino Unido, para todos os propósitos, é de apenas cerca de 10 milhões de toneladas métricas verdes por ano. Esas empresas estão buscando fontes de madeira de todo o mundo, colocando cada vez mais em risco o futuro das florestas.

Organizada pela Biofuelwatch, com o apoio de 16 outros grupos, uma manifestação e uma passeata em frente à assembleia geral anual da DraxPlc, no Grocers’ Hall, em Londres, no último 24 de abril, destacaram os impactos dos planos da usina de energia Drax, para converter metade de sua capacidade de geração a biomassa, em termos de aumento do desmatamento, concentração de terras e emissões de carbono (http://www.biofuelwatch.org.uk/2013/drax-agm-targeted-over-biomass-conversion-plans/).

Além disso, 48 organizações e redes de fora do Reino Unido, em todo o mundo, assinaram a Carta Aberta Converter usinas de carvão para queimar biomassa apenas substitui um desastre por outro (http://www.biofuelwatch.org.uk/wp-content/uploads/DRAX-AGM-signon.pdf) exigindo que a “DRAX e outras empresas de energia do Reino Unido interrompam seus planos de conversão e que o governo do Reino Unido reverta o curso para evitar impactos catastróficos sobre as florestas, o clima e as pessoas”.