Assine a carta abaixo em apoio às comunidades devastadas pelos impactos sociais e ecológicos das monoculturas de árvores e ameaçadas pelo uso futuro planejado de plantações de árvores transgênicas.
As seguintes demandas foram compiladas de representantes das Comunidades Quilombolas e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Norte do Espírito Santo e no Sul da Bahia, Brasil. Essas comunidades são diretamente afetadas pelos efeitos das plantações de eucaliptos e pelas potenciais ramificações das árvores de eucalipto OGM. Leia mais aqui.
- Apelamos ao fim da pulverização aérea de pesticidas. A pulverização de plantações de eucalipto e outras monoculturas de produção por drones ou aviões resulta no envenenamento de solos, culturas, gado e água dos quais as comunidades dependem para sobreviver.
- Apelamos ao acesso imediato à água potável para as comunidades que tiveram as suas fontes de água sugadas pelas plantações de eucalipto ou envenenadas pela pulverização aérea de pesticidas.
- Apelamos à proibição das árvores geneticamente modificadas que, se plantadas, intensificarão os problemas associados às plantações industriais de árvores. A história mostra que as culturas geneticamente modificadas com características de tolerância a herbicidas resultam num aumento da utilização de pesticidas.
- Apelamos à remoção das plantações de eucalipto e à acusação da Suzano pelas suas atividades ilegais, incluindo roubo de terras.
- Apelamos ao governo nacional do Brasil para que devolva terras às comunidades indígenas, quilombolas e camponesas e acelere o processo de demarcação para garantir os seus títulos de terra no futuro.
- Exigimos apoio jurídico, financeiro e político dos órgãos oficiais para os agricultores que desejam seguir a agroecologia e outros métodos de produção ecológicos para o cultivo de alimentos saudáveis para as suas comunidades.
Antecedentes:
As plantações de eucalipto em grande escala vêm dominando a paisagem florestal nativa do Brasil há décadas. A Suzano, sediada no Brasil, uma das maiores empresas de celulose e papel do mundo, é um dos principais impulsionadores da expansão das plantações e do roubo contínuo de terras de comunidades agrícolas indígenas, quilombolas e camponesas. Além do deslocamento forçado de comunidades tradicionais, o eucalipto e outras plantações florestais industriais resultam no envenenamento e esgotamento de terras e águas, e na perda da diversidade biológica.
Os problemas sociais e ecológicos colocados por essas plantações se intensificarão se a Suzano começar a plantar seus eucaliptos geneticamente modificados (transgênicos ou geneticamente modificados). Até agosto de 2023, o governo do Brasil aprovou sete árvores geneticamente modificadas para plantio comercial, mas nenhuma foi plantada ainda.
Durante maio e junho de 2023, a Campanha Internacional para PARAR as Árvores Transgênicas trouxe pessoas da Argentina, Canadá, Chile, Alemanha, Irlanda, Japão, Nova Zelândia, Reino Unido e EUA ao Brasil para avançar planos para interromper o desenvolvimento e liberação comercial de árvores geneticamente modificadas e apoiar e destacar a oposição à destruição contínua de florestas nativas pela empresa de celulose Suzano, à expansão de plantações industriais de eucalipto e ao uso potencial de eucaliptos transgênicos modificados para tolerar herbicidas tóxicos.
A Campanha reuniu-se com ONGs brasileiras, comunidades indígenas e quilombolas e membros do MST para aprender, documentar e amplificar as vozes e preocupações das comunidades rurais que estão na linha de frente da resistência às plantações industriais de eucalipto e seus devastadores impactos sociais e ecológicos.
As demandas neste documento vêm dessas comunidades.
Como campanha internacional, somos solidários com as comunidades que dizem NÃO às plantações industriais de árvores e NÃO às árvores geneticamente modificadas.
JUNTE-SE A NÓS NO APOIO ÀS DEMANDAS DESSAS COMUNIDADES!
Clique abaixo para ler mais:
- Artigo: O lucro supera as pessoas e o planeta na indústria brasileira de eucalipto (agosto de 2023)
- Relatório: Árvores geneticamente modificadas: nenhuma solução para as mudanças climáticas