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CUIDANDERAS é uma minissérie do Fundo de Ação Urgente para a América Latina e o Caribe (FAU-AL), e apresenta histórias de defensoras latino-americanas comprometidas com cuidar de seus territórios, curar seus corpos e enfrentar modelos extrativistas e racistas. Um vídeo mostra como as mulheres waorani – da província de Orellana, no Equador – vêm lutando para proteger seu território na Amazônia e preservar sua cultura indígena.
Dirigido por Dandhy Dwi Laksono e Ucok Suparta, “Sexy Killers” é um documentário indonésio de 2019 que retrata a indústria da mineração de carvão e suas relações com o establishment político da Indonésia. O documentário também mostra como mineradoras, apoiadas por governos locais e nacionais, geralmente tomam as terras das pessoas e destroem as florestas em busca de mais carvão.
Publicada pela Market Forces e 350.org e copublicado por Bangladesh Poribesh Andolan (BAPA), Transparency International Bangladesh (TIB) e Waterkeepers Bangladesh, um novo documento denuncia as finanças lideradas por estrangeiros como força motriz dos planos de 29 centrais elétricas a carvão, uma ex
Desde 1979, ocorreram mais de 100 vazamentos de petróleo ao longo do oleoduto no norte do Peru – uma megaobra que se estende por longuíssimos 1.106 km da Amazônia até a costa peruana e cuja operação e propriedade são da estatal Petroperu. A grande maioria dos vazamentos ocorreu depois de 2008 em Loreto, onde vivem 27 povos indígenas diferentes, incluindo grupos em isolamento voluntário.
Quatro anos após o rompimento da barragem de rejeitos da Samarco, em Mariana, entidades e movimentos ingressaram com uma ação perante a Comissão e Corte Interamericana de Direitos Humanos.
Esta publicação recente da War on Want e da London Mining Network destaca a necessidade imediata de uma saída rápida e completa dos combustíveis fósseis. Mas essa transição, argumentam, não terá êxito nem trará justiça ou bem-estar ecológico se for baseada em crescimento econômico sem fim entre os mais ricos do mundo e desigualdade persistente em todo o mundo. O dano causado pela escala de extração de materiais projetada para atender à demanda de crescimento seria prejudicial aos objetivos da transição.
O Centro de Acompanhamento de Povos Pigmeus e Minorias Vulneráveis (CAMV, na sigla em francês) alerta sobre a situação preocupante e desastrosa no Parque Nacional Kahuzi Biega, na República Democrática do Congo. Já houve incidentes violentos em abril e julho de 2019, com pessoas feridas gravemente e mortas. E em 1º de agosto de 2019, um pigmeu e um “eco-guarda” foram mortos como resultado de outra briga em um território ocupado pelos pigmeus dentro do parque.
No final de julho de 2019, a UPM confirmou que instalará uma segunda fábrica de celulose no Uruguai. Esse megaprojeto produzirá até 2,33 milhões de toneladas de celulose por ano, o que acarretará importantes danos ambientais, sociais e culturais. O projeto não tem licença social. Várias organizações sociais, grupos de cidadãos locais e interessados expressaram suas preocupações com as maneiras em que o megaprojeto afetará suas vidas, e suas preocupações não foram abordadas adequadamente pelo processo de consulta pública.
A campanha “Vozes Territoriais Frente ao Projeto MAPA: Testemunhos sobre a megaexpansão da Celulose Arauco” busca dar visibilidade a testemunhos sobre os danos decorrentes do projeto que pretende triplicar a produção da planta da empresa no Chile. O Coletivo Ojo de Treile produziu uma série de microcápsulas audiovisuais para enfrentar o projeto mais ambicioso da indústria de plantações na história daquele país, que ameaça intervir em outras florestas e territórios ancestrais.
A TV Yle, um canal de comunicação da imprensa finlandesa, produziu um documentário sobre o envolvimento da Stora Enso, uma mega-empresa de celulose sueco-finlandesa e um dos donos da Veracel Celulose, empresa que atua no Brasil e é acusada de apropriação de terras, suborno, crimes ambientais e trabalhistas.
A RSPO é o sistema de certificação voluntária mais usado por empresas de dendê, e realiza sua 3ª Conferência Africana de Óleo de Dendê Sustentável em Accra, Gana, em agosto de 2019. Mas grupos da Amigos da Terra África a denunciaram como lavagem verde. Casos de degradação ambiental e violações de direitos permanecem visíveis em muitas das plantações que possuem esse selo.