Artigos de boletim

    Há uma velha piada nos Estados Unidos sobre uma promotora pública que começa a construir a acusação contra a máfia em sua cidade. Um dia, ela recebe uma visita misteriosa de vários senhores grandes, educados e bem vestidos. Com calma, eles se sentam confortavelmente em cadeiras em torno à mesa dela. Após o café ser servido, o líder pigarreia e começa a falar:
São quase dez anos de tentativas por parte de bancos, empresas, governos e ONGs para mostrar ao mundo que o REDD+ é um bom mecanismo para combater as mudanças climáticas. Buscando aprender, como WRM, sobre as políticas de REDD+ que já foram desenhadas e sobre os muitos projetos experimentais implantados, o que vemos é um mecanismo cada vez mais fracassado e com muitas contradições (veja mais informações sobre REDD+ na página do WRM).
Por Joanna Cabello, Movimento Mundial pelas Florestas Tropicais (WRM). Este documento é parte da Revista "Biodiversidade, sustento e culturas" No. 79, publicada conjuntamente pela organização GRAIN, Movimento Mundial pelas Florestas Tropicais (WRM) e Amigos da Terra da América Latina e do Caribe (ATALC) em dezembro de 2013.
A ONG Survival International revelou graves violações sofridas pelos “pigmeus” bakas, no sudeste de Camarões, e praticadas pelos esquadrões contra a caça ilegal, apoiados e financiados pelo World Wide Fund for Nature (WWF). Os bakas estão sendo expulsos ilegalmente de suas terras ancestrais em nome da “conservação”, porque grande parte dessas terras foi transformada em “áreas protegidas” – incluindo zonas para safáris de caça.
Os indígenas Matsés lutam para impedir que a empresa petrolífera canadense Pacific Rubiales, que pertence ao grupo Soros, destrua seu território e ponha em risco suas vidas e florestas. Um dos lotes da empresa, na fronteira com o Brasil, está em uma área proposta como Reserva Nacional para, em teoria, protegê-los. Outro de seus lotes foi demarcado em cima do território dos Matsés, do qual eles têm título de propriedade. No entanto, eles continuam lutando. “Nossos antepassados sempre nos disseram que os estrangeiros começaram os conflitos.
Enquanto a Malásia e a Indonésia produzem mais de 85% do óleo de dendê (palma) do mundo, a Índia é seu maior importador. Para impulsionar o cultivo do dendê, o Ministério da Agricultura apresentou um programa especial sobre “Expansão da Área de Dendê” em 2011-2012, que visa aumentar a produção do óleo de dendê nos 12 estados, de 50.000 para 300.000 toneladas nos próximos cinco anos.
A data foi estabelecida pela Rede de Ação contra Pesticidas para recordar as 30.000 pessoas falecidas na catástrofe de Bhopal, na Índia, em 1984. O vazamento de 27 toneladas de gases tóxicos usados na elaboração de pesticidas também deixou milhares de pessoas com lesões físicas e no sistema nervoso. O uso de agrotóxicos está intrinsecamente ligado às plantações de monocultivos e à agroindústria, dois dos principais causadores do desmatamento e da devastação para com as populações que dependem das florestas.
Um problema que as camponesas enfrentam é a invisibilidade nos movimentos feministas e de mulheres. Um segundo problema é a fragilidade com que o conceito de soberania alimentar tem lidado com os desafios do feminismo. A soberania alimentar é baseada na convicção de que cada povo tem o direito de tomar decisões sobre seus próprios sistemas alimentares, sobre seus próprios hábitos alimentares, sobre sua produção, comercialização, distribuição, troca e partilha, e sobre manter alimentos e sementes na esfera pública.
O Ministério Público Federal (MPF) do Brasil conseguiu suspender o financiamento por parte do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) à Fibria, maior empresa brasileira de celulose e papel, destinado ao plantio de eucalipto em territórios de comunidades quilombolas no Norte do Espírito Santo. A Fibria é acusada de fraude na obtenção da área destinada à plantação de eucaliptos usados na produção de celulose.