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Um artigo do “The Guardian” destaca como, apesar dos incêndios que cobrem mais de 5.000 km na Indonésia, a mídia “dominada por notas à imprensa, sessões de fotos e eventos empresariais” não está prestando atenção. Essa catástrofe está tendo efeitos graves em muitos níveis. As crianças estão sendo preparadas para ser evacuadas em navios de guerra. Espécies estão se esfumando em um ritmo incalculável.
As soluções de mercado e tecnológicas propostas para as negociações climáticas da ONU em 2015 estão desviando a atenção dos verdadeiros culpados e retardando ações efetivas. A maior parte dos líderes políticos tem se contentado em escolher medidas que caibam nos atuais modelos de negócios e na continuação do lucro das empresas. Há poucas perspectivas de que o acordo que está sendo preparado em Paris contenha algo para o clima.
O India Climate Justice Collective lançou a quinta edição da revista “Mausam”. Desta vez, o foco está na Contribuição Pretendida, Determinada em Nível Nacional, da Índia, apresentada à Convenção Climática da ONU em outubro, sobre a qual eles dizem: “Nós consideramos que ela não foi determinada em nível nacional... Tampouco contribui de forma alguma para resolver a crise do clima: se tiver algum efeito, só vai ajudar a piorar a crise”.
Os esforços coletivos de várias organizações da África, da América, da Europa e da Ásia resultaram no livreto com o estudo: “Agroecologia camponesa para a soberania alimentar e a Mãe Terra – experiências da Via Campesina”. A partir dos seus territórios distintos, os dez artigos contam suas experiências de formação em agroecologia, organização, produção e comercialização de alimentos saudáveis.
Muitas das maiores empresas agroindustriais do mundo fazem parte da nova Aliança Global pela Agricultura Inteligente para o Clima. Defensores dessa agricultura nos setores público e privado estão adotando ferramentas da biologia sintética (“SynBio”) como a última e melhor tecnologia para virar o jogo e combater a mudança climática.
A declaração que será publicada no marco das negociações climáticas da ONU visa chamar a atenção para a necessidade de manterem os combustíveis fósseis no solo, sem queimá-los, enquanto se sustenta uma transição justa a um futuro baseado em energia limpa.
No último dia 5 de novembro, ocorreu um dos maiores desastres ambientais da história do Brasil, quando se romperam duas barragens da mineradora Samarco, no estado de Minas Gerais. A lama turfa de rejeitos tóxicos da mineração invadiu um distrito onde viviam centenas de famílias, destruindo as casas, matando dezenas de pessoas e acabando com a vida de um dos principais rios do Brasil, o Rio Doce.
No início de novembro, uma reunião de agricultores e indígenas de Mindanao, Bohol e Palawan denunciou o plano do governo para dedicar oito milhões de hectares de terra ao dendê em 2023. As plantações de dendezeiros nas Filipinas cobrem quase 55.000 hectares. O mapa da Philippine Coconut Authority’s(PCA) para 2014-2023 identificou cerca de um milhão de hectares com potencial para fazendas de dendê.
Desde 2011, o acampamento dos indígenas Unist’ot’en, ​​no noroeste da Colúmbia Britânica, no Canadá, tem um ponto de controle do acesso a seu território, cujo objetivo é frear os planos do governo e da indústria para construir vários gasodutos e oleodutos.
O governo indiano está produzindo muitas propostas para lucrar mais com as florestas do país. Elas incluem seu imenso Fundo de Reflorestamento Compensatório e planos para arrendamento privado. Mais uma vez, o estado indiano de Orissa está tentando dar início à mineração de bauxita para a fundição de alumínio da Vedanta Ltd, apesar dos protestos e da oposição que acontecem há muito tempo.
Por favor, descreva a organização Cimi e como ela trabalha com os movimentos sociais e povos indígenas no Brasil.
Por Chris Lang. Entrevista com Winnie Overbeek, coordenador internacional do Movimento Mundial pelas Florestas Tropicais. A entrevista foi conduzida por e-mail, em agosto de 2015. REDD-Monitor: Por favor, descreva o WRM e seu trabalho com movimentos sociais no Brasil e no mundo.