Depuis deux ans, les peuples indigènes ont empêché la réalisation des travaux pour la construction du barrage de Baram, au Sarawak, en Malaisie; à présent, ils ont remporté une victoire importante: le gouvernement a annoncé la suspension du projet et une évaluation de projets alternatifs à petite échelle pour la production d’énergie.
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Por Vitor Wagner Neto de Oliveira
(Prof. Dr. de História na UFMS/CPTL)
vitorwagnern@yahoo.com.br
Enquanto a crise econômica assola o bolso do trabalhador – e leva o governo a cortar gastos com Saúde e Educação –, ao menos dois setores do capital vivem bonança: os bancos, que sempre lucram muito (na crise ganham ainda mais), e as empresas de eucalipto-celulose que atendem especialmente ao mercado externo.
No dia 25 de agosto de 2015, trabalhadores da empresa Fibria usaram da tribuna da Câmara Municipal de Três Lagoas para tornar públicas as demissões praticadas pela empresa, em represália à mobilização dos trabalhadores para criação do sindicato da categoria. Na oportunidade leram o manifesto como segue:
Sobre a destruição da vida na terra Pataxó no município de Prado na Bahia.
Enviada por Gilberto Ferreira S. da etnia Pataxó
Na manhã do dia 21 de setembro cerca de 300 indígenas ocuparam a fazenda Nedila, no município do Prado Bahia, local onde estão sendo realizado a monocultura do eucalipto. A principal reinvidicação dos indígenas é que parem de imediato o plantio, pois está causando grande destruição ao meio ambiente. Ainda não está em fase adulta, mas já se vê os efeitos nocivos aos seres humanos a fauna e a flora.
Em setembro de 2015, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) realizará o Congresso Florestal Mundial, em Durban, África do Sul, sobre o “Futuro Sustentável” das florestas. Do evento, dominado pela indústria madeireira, também participam formuladores de políticas. A definição de florestas da FAO, usada também nas negociações da ONU sobre o clima, abre caminho à destruição das florestas ao permitir sua substituição por monocultivos industriais de árvores.
Uma investigação com foco no porto fluvial de Pucallpa, Ucayali, na Amazônia peruana, revela que as mulheres que atendem nos bares ao redor do porto e aquelas dedicadas ao trabalho de cozinha nos acampamentos madeireiros (legais e ilegais) são vítimas constantes da exploração sexual, e muitas delas são também vítimas de tráfico para fins de exploração sexual.
Um relatório da Rainforest Foundation, do Reino Unido, mostra como as tentativas de manejo florestal comunitário na Bacia do Congo ainda não conseguiram transferir direitos ou benefícios significativos às comunidades locais. Apenas cerca de 1% do total da Bacia está sob controle ou gestão formais das comunidades locais, enquanto a exploração de madeira em escala industrial representa, de longe, o maior uso da terra na região.
Florestas antigas estão deixando de ser terras protegidas no Camboja a um ritmo inédito, de acordo com um novo relatório do grupo Forest Trends. Nos últimos anos, o governo do país concedeu o que se chamou de Concessões Econômicas de Terras (CET) a grandes empresas de agronegócio que quisessem explorar a terra. Sob pretexto de criar uma plantação de seringueiras, por exemplo, as árvores são cortadas e exportadas.
A maioria das florestas da bacia do Congo foi dividida em concessões, áreas de conservação e uso da comunidade, e a maior parte das florestas da África Central está sob concessões florestais industriais. Comunidades que dependem da floresta foram totalmente excluídas dos processos de decisão.
Em 2013, a República Centro-Africana mergulhou em um conflito que já custou mais de 5.000 vidas e desalojou mais de um milhão de pessoas. Quando o grupo insurgente Seleka tomou o poder, em um golpe de Estado sangrento, os rebeldes foram mandados às florestas tropicais do país. Ali, fizeram acordos lucrativos com empresas madeireiras que ajudaram a financiar uma campanha feroz de violência contra a população do país.
Um vídeo da ONG Global Witness, que visitou muitas comunidades diretamente impactadas pela indústria madeireira na RDC, mostra a realidade concreta dessas concessões. Em grande parte, a história se repetiu. As comunidades não tiveram efeitos positivos desde que as empresas madeireiras começaram a operar, os recursos de que elas dependem se tornaram escassos e os rios estão secando, enquanto as promessas de projetos de desenvolvimento e de emprego desapareceram. “Nós não temos voz.
Centenas de pessoas são detidas na Indonésia por ter reivindicado direitos sobre suas terras, florestas e outros recursos ao resistir ao despejo e à concentração de terras. A realidade é que a Lei Florestal sobre Prevenção e Erradicação da Destruição Florestal, aparentemente destinada a proteger as florestas do crime organizado e da extração ilegal de madeira, está sendo usada para criminalizar povos indígenas e comunidades locais.