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Através de vários programas e iniciativas estatais, apoiados por órgãos de cooperação internacional, as monoculturas de plantações de árvores de variedades de rápido crescimento têm sido estabelecidas nas três regiões continentais do Equador e espalham-se de forma rápida, geralmente destruindo ecossistemas primários.
Membros de vinte e cinco ONGs indonésias e organizações comunitárias se reuniram em Riau, Sumatra, no dia 13 de janeiro de 2007, para manifestarem suas sérias preocupações pelo impacto da indústria papeleira e celulósica e das plantações de árvores de crescimento rápido, sobre os povos e as florestas.
A página web http://www.southafrica.info, editada pelo Conselho de Marketing Internacional da África do Sul, incluiu em março um artigo que afirmava “A África do Sul tem indicado as províncias de Eastern Cape e KwaZulu-Natal como peças chaves para o desenvolvimento do setor florestal, da madeira e do papel, sendo o reflorestamento uma parte vital da estratégia”.
A Advance Agro é uma das maiores empresas de papel e celulose da Tailândia, com uma produção de 427.000 toneladas de celulose e 470.000 toneladas de papel ao ano. A empresa comercializa sua marca “Duplo A” de papel para fotocópias com uma série de alegações ambientais. Em maio de 2007, uma empresa australiana chamada Access Economics corroborou essas alegações com um relatório intitulado “Benefícios Ambientais do Papel Duplo A”.
A entrada no banco não existe na escala humana. Construído de aço e vidro, o edifício domina os visitantes como uma gigante máquina imaculadamente limpa. Uma máquina para engolir pessoas e fazer dinheiro, talvez.
Tem se intensificado no Brasil, a luta entre dois projetos de agricultura. De um lado, o projeto do agronegócio baseado na concentração de grandes extensões de terras, produção para exportação, na grande escala de produção e na produção de monoculturas, sobretudo da soja, do eucalipto e da cana.
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra do Brasil (MST) recebeu em finais de abril em sua Escola Nacional Florestan Fernandes (Guararema, São Paulo) quase 80 membros de movimentos e organizações sociais da América do Sul, da Ásia, da África e da Europa, participantes do Encontro Internacional sobre a Monocultura de Eucaliptos. O objetivo desse encontro foi a definição de uma agenda de ação conjunta para o futuro, em relação ao avanço das monoculturas florestais e as empresas de celulose em nível do sul global.
O governo tailandês estabeleceu sua política de produção de biodiesel a partir de azeite de dendê como fonte de energia. Atualmente, as áreas de produção de dendê em grande escala do país abrangem cerca de 400.000 hectares, mas desde 2006 tem surgido um discurso que promove a plantação de dendê como uma “fonte de energia renovável”, uma “salvação para o país”, um “projeto de reflorestamento”, uma “ zona de proteção contra o vento”, e uma “transformação dos arrozais abandonados em terras para dendezeiros”.
No ano de 1987, através da lei florestal (Nº15939, de dezembro de 1987), começa no Uruguai a promoção das plantações em grande escala de monoculturas de árvores de rápido crescimento. Hoje, as plantações florestais abrangem mais de um milhão de hectares de terras que não são apenas da categoria denominada “prioridade florestal”.
A americana ArborGen, sediada na Carolina do Sul, é uma parceria entre as madeireiras International Paper and Mead Westvaco e a neozelandesa Genesis Research and Development. A ArborGen está plantando eucaliptos híbridos GM e realizando com eles testes de tolerância ao frio, em uma parcela secreta de 1 acre no condado de Baldwin, Alabama, perto da costa do Golfo do México. Foi comprovado que o lugar abriga uma série de culturas geneticamente modificadas, de carácter experimental; muitas das quais são plantadas aparentemente em uma parcela da Loxley -propriedade da gigante Monsanto Co.
O site do WRM apresenta uma nova seção de vídeo. Pode ser acessada através da coluna esquerda da página ou diretamente através de http://www.wrm.org.uy/Videos/index.html.