A floresta tropical congolesa da África Central é, depois da amazônica, a segunda maior do planeta e um espaço de importante biodiversidade. Dois terços da floresta se estendem na República Democrática do Congo (RDC)- ainda dividida por uma cruenta guerra civil alimentada pela luta sobre o controle dos recursos naturais, e que já causou 3,5 milhões de vítimas. Aproximadamente 40 milhões de pessoas dependem das florestas para sua sobrevivência.
Outra informação
Na sua grande maioria, os Ayoreo do Paraguai (vide Boletim Nº 96 do WRM) foram contatados à força e afastados de seus extensos territórios ancestrais entre 1959 e 1987, bem como deslocados em decorrência da ocupação de suas terras para atividades agropecuaristas. Tal situação os submeteu a um alto grau de dependência das missões religiosas e do mercado regional.
Durante os últimos 30 anos aproximadamente, a exploração madeireira em Sarawak tem sido intensa e contínua. Mais de 95% da cobertura florestal original de Sarawak tem sido desmatada pelo menos uma vez. As escassas porções remanescentes de floresta primária não protegida em Sarawak estão nas regiões montanhosas próximas da fronteira com a Indonésia, e atualmente são alvo de uma acelerada exploração madeireira por parte dos cinco principais grupos madeireiros que operam em Sarawak e sua miríade de filiais e empreiteiros associados.
Disponível apenas em inglês.
Miguel A Altieri, Professor of Agroecology, University of California, Berkeley
Elizabeth Bravo, Red por una América Latina Libre de Transgenicos, Quito, Ecuador
Soberania alimentar, agricultura camponesa e impactos ambientais são temas ainda pouco discutidos quando se fala em biocombustíveis
Por Daniel Cassol, Março de 2007 - MST Informa - Revista Sem Terra (Ed. 38)
As monoculturas de eucaliptos avançam por vastas áreas do país, ocupando territórios de povos tradicionais, provocando deslocamentos, expulsando as pessoas do campo e contribuindo assim à formação dos cinturões de pobreza e o decorrente contexto de violência e criminalidade. E como se isso não bastasse, cobram seu pedágio de sangue.
A perda de terras e de acesso aos recursos naturais está alimentando a crise econômica e de sustento entre as comunidades rurais cambojanas. “As pessoas vêm sendo despojadas de suas terras por aqueles que detêm o poder político e o dinheiro,” escreveu Shalmali Guttal em um recente informe para a organização Focus on The Global South.*
Em dezembro passado, quatro pessoas (um camaronês, um casal suíço e um uruguaio) percorríamos o caminho público que atravessa as plantações de dendezeiros da Socapalm (Société Camerounaise des Palmeraies) na região de Kribi. Ao chegarmos à barreira de controle instalada pela empresa –que já tínhamos atravessado mais cedo nesse mesmo dia- fomos detidos por um guarda de segurança particular, que nos exigiu nossos documentos de identidade.
O Tribunal Permanente dos Povos – Capítulo Colômbia se reuniu em 26 e 27 de fevereiro de 2007 no Baixo Atrato para julgar as empresas transnacionais pelo assunto da biodiversidade e a exploração dos recursos naturais na Colômbia. As comunidades e as organizações sociais participantes –entre elas as ambientais- acusaram a Smurfit Kapa – Cartón de Colombia "por violação de direitos humanos, ambientais, sociais e culturais.
As plantações da Sappi na Swazilândia são o exemplo perfeito do que há de errado com as plantações industriais. A experiência de mais de cinqüenta anos com plantações não contribuiu em nada para o desenvolvimento da população do país. Houve destruição de pradarias com grande variedade de espécies e deslocamento de pessoas para abrir caminho às plantações que foram estabelecidas como um projeto de “ajuda” britânico na década de 1950. As plantações são monoculturas de pinheiros- uma árvore exótica para a Swazilândia.
Disponível apenas em espanhol.
Por Raúl Zibechi
Desde que el proyecto del ALCA fracasó en la Cumbre de Mar del Plata, en noviembre de 2005, el viaje de George W. Bush a Brasil y Uruguay, como parte de una gira que lo lleva también a México, Guatemala y Colombia, es el más ambicioso intento por volver a posicionarse en la región. El eje de la nueva estrategia de integracion disenado desde Washington es el acuerdo sobre etanol con Brasil.