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Hoje [12 de dezembro], centenas de indígenas das sete comunidades Tupinikim e Guarani do estado do Espírito Santo, Brasil, ocuparam o porto Portocel, desde onde a celulose da companhia Aracruz Celulose está sendo exportada para a Europa, os EUA e a Ásia. Estão protestando junto com vários grupos solidários no Brasil e no exterior para pedir ao governo brasileiro uma vez por todas que cumpra sua obrigação constitucional e demarque as terras tradicionais dos povos indígenas Tupinikim e Guarani: 11.009 hectares invadidos pela Aracruz Celulose S.A., uma grande companhia de papel.
Em resposta aos esforços da indústria madeireira para expandir a área de terras sob plantações madeireiras industriais para 600.000 hectares, uma Campanha de Plantações foi iniciada por um pequeno grupo de ONGs na África do Sul em 1995.
“Todos os moradores compreenderam a necessidade de proteger a floresta. Não podemos viver sem ela”, afirmou um morador da comuna De Dak Dam na província de Mondulkiri localizada no nordeste do Camboja. E acrescentou, “Agora, nossa vida é mais difícil”.
Em julho de 2004, uma delegação comercial da companhia vietnamita General Rubber Corporation visitou o Laos. Naquele momento, apenas uma pequena área estava plantada com seringueiras no sul do Laos. “Nós podemos provindenciar de 50.000 a 100.000 hectares de terra ao Vietnã para plantar seringueira,” Thongloun Sisolit, o Vice- Primeiro Ministro laosiano, disse à delegação.
É muito provável que o público finlandês conheça pouco ou nada da história do Uruguai e como essa história se relaciona com a fábrica de celulose que a Metsa Botnia está construindo nesse país. Por isso, é importante explicar que desde 1973 até 1984 o Uruguai esteve governado por uma ditadura militar. Durante esse período, os militares violaram todos os direitos humanos possíveis e imagináveis e a tortura foi prática comum.
No Brasil, a produção através da agricultura de uma nova matriz energética ocupa diariamente espaço na mídia, ganhando cada vez mais respaldo social e justificativa econômica para o desenvolvimento do campo. Rapidamente, o uso da terra para produção de alimentos passa a dividir o espaço com a produção de combustíveis. Esta mudança na percepção social é bem evidente nas repetidas reportagens que mostram os produtores rurais e proprietários de terras como os novos donos de ‘campos de petróleo’.
Em Camarões, como em outros países africanos, por exemplo Costa de Marfim ou Gana, a produção de dendezeiro está distribuída em 3 setores: um setor agroindustrial, um setor local controlado pela agroindústria, e um setor tradicional de pequena escala. Mesmo que a Indonésia e a Malásia tenham uma posição de liderança no mercado mundial do dendê, o setor agroindustrial em Camarões conta com várias vantagens.
O mundo ocidental, em especial os países do norte, rendeu-se ao vício pelos energéticos provindos dos fósseis. Esse rumo provocou o que hoje ninguém duvida: a mudança climática. Muitas soluções foram propostas para fazer frente a esta questão, mas a maioria permite que a corrida suicida da humanidade continue com força.
A Indonésia é um dos países mais rural e habitado do mundo, com uma população total de 220 milhões de pessoas.
A Malásia, junto com a Indonésia, é o líder mundial em produção de dendê cru para exportação mesmo que seja a um enorme custo. Conforme um relatório de Amigos da Terra de 2005, 87 por cento do desmatamento recente no país foi realizado para abrir caminho às plantações de dendê. Como as florestas tropicais da Malásia constituem um ecossistema dos mais diversos no planeta, o fato de desmatar essas áreas significa uma séria ameaça para inúmeras espécies vegetais e animais.
Em sua última Conferência das Partes (COP8), a Convenção sobre Diversidade Biológica (CBD, sigla em inglês) adotou uma Decisão (VIII/ 19) muito importante, y convidou todo o mundo “ para providenciar opiniões relevantes e informações junto à Secretaria a fim de serem incluídas nesta avaliação”.
Em nossa edição anterior (Boletim Nº 110 do WRM), publicamos uma seção intitulada “A pior certificação de plantações”, que incluia o caso do Esquema Paneuropeu de Certificação Florestal (PEFC, sigla em inglês), um programa que endossa esquemas nacionais de certificação.