Artigos de boletim

O Fórum Social Mundial não é um espaço para sonharmos mas um lugar para compartilharmos idéias sobre como concretizar em realidade uma aspiração de nós todos. A mensagem é clara: outro mundo É possível. Qual mundo? Um mundo onde prevalece a justiça social, onde a paz é uma realidade, onde a natureza é respeitada, onde as pessoas interagem como iguais.
Muitos dos participantes do Fórum Social Mundial de 2004 se encontraram em Mumbai com a certeza de que as problemáticas florestais são principalmente sociais e políticas e que as comunidades florestais vêem-se cada dia mais atingidas pela globalização - e por novas formas de comércio e liberalização econômica que são decorrentes dela. Eles concordaram na necessidade de criarem um movimento mundial para garantir a conservação das florestas e os direitos dos povos sobre as florestas.
Em um mundo cada vez mais fragmentado e especializado, muitas vezes as respostas sociais e de resistência também se têm dado forçosamente de forma fragmentada e especializada. São muitas as organizações que se dedicam a um tema, afastando-se muitas vezes do todo.
O Grupo de Durban é uma coalizão de ONGs, ativistas sociais e ambientalistas, comunidades, acadêmicos, cientistas e economistas do mundo todo preocupados pela mudança climática, que apelam para um movimento popular mundial contra a mudança climática. O grupo denuncia o imperfeito enfoque das negociações internacionais e reclama a participação ativa de um movimento mundial de povos do Norte e do Sul para que o assunto do clima volte a suas mãos.
A engenharia florestal teve suas origens na Alemanha, no final do século XVIII sendo o mais claro exemplo da forma em que as florestas foram subtraídas das economias rurais locais e redesenhadas para servirem às necessidades de uma economia do Estado em vias de industrialização.
A Rede Latinoamericana contra as Monoculturas de Árvores (RECOMA) é uma rede descentralizada de organizações de todos os países da região, que tem como objetivo fundamental a coordenação de atividades para resistir a expansão de monoculturas de árvores em grande escala na região, já sejam para a produção de madeira e celulose, para a produção de azeite de dendê ou para serem "sumidouros de carbono".
Milhares de pessoas mundo afora estão se preparando para viajar neste mês a Porto Alegre, Brasil, para assistir ao Quinto Fórum Mundial Social (WSF: World Social Forum). Embora muitos possam ter agendas muito específicas, todos compartilham o desejo comum de trabalhar juntos com o intuito de construir outro mundo possível.
As comunidades locais geralmente percebem o manejo florestal como um assunto público. E no entanto, na família, o domínio público e o investimento estão dentro da competência dos homens, já que as mulheres são responsáveis pelos assuntos domésticos “particulares”. Por causa de seu papel decisivo na segurança alimentar da família, as mulheres são as mais afetadas por perturbações na disponibilidade e no acesso aos recursos.
Uma ampla aliança de organizações ambientais, de desenvolvimento e de direitos humanos indígenas organizaram um “Fórum sobre Florestas” em Kinshasa, em 13 de novembro de 2004, com o fim de fortalecer a luta contra o aumento na atividade madeireira industrial nas florestas tropicais na RDC e o respeito pelos direitos dos povos locais (Vide Boletim 80 do WRM).
Examinar as estatísticas da Suazilândia é uma experiência deprimente. O desemprego atinge 40 por cento. Mais de dois terços dos habitantes da Suazilândia vivem com uma renda de menos de USD 1 por dia. Aproximadamente um terço dos habitantes da Suazilândia dependem da ajuda alimentar para sobreviver. Aproximadamente 40 por cento da população está infetada com AIDS –uma das taxas mais altas do mundo. A expectativa de vida tem diminuído para 33 anos no caso dos homens e para 35 anos no caso das mulheres.
As extremamente poderosas ondas gigantes causadas pelo terremoto de intensidade 9.0 que assolou as costas de Sumatra no passado dia 26 de dezembro, causaram uma tremenda destruição e o mundo todo está devastado pela dor de assistir a tamanho sofrimento e perda de vidas.
A corrupção tem sido identificada como o maior obstáculo para a mudança real no setor florestal em Camboja. Não apenas o governo como também os doadores internacionais se recusaram a enfrentar este assunto. Os custos do débil setor florestal governamental, em termos de perda de receita, destruição de meios de vida rurais e danos ao meio ambiente continuam crescendo e em conseqüência Camboja permanece completamente dependente da ajuda estrangeira.