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O período colonial da história da África do Sul deixou como herança uma mentalidade que fomenta a exploração de tudo quanto possa ser extraído da terra e exportado para satisfazer a voracidade das indústrias e consumidores do primeiro mundo. Esse foi o motor do imperativo colonial da Inglaterra, Portugal, França e Espanha nos séculos passados, e embora tenha havido transformações políticas nos países africanos antes colonizados, as forças econômicas, em grande parte, continuam sendo as mesmas.
Em agosto de 1996, as autoridades do governo da Tanzânia, junto com uma empresa canadense chamada Kahama Mining Corporation Ltd (KMCL), desalojaram à força de suas terras mais de 400 mil mineiros artesanais, camponeses, pequenos comerciantes e suas famílias, numa área chamada Bulyanhulu, na região de Shinyanga, no centro-oeste da Tanzânia. Nesse momento, a KMCL era uma subsidiária de propriedade total da Sutton Resources, uma empresa sediada em Vancouver, Canadá.
A mineração é uma das atividades mais lucrativas da Indonésia, mas, ao mesmo tempo, está destruindo recursos naturais de que dependem o sustento e a saúde de dezenas de milhões de indonésios da cidade e do campo. Entre esses recursos, estão as outrora vastas florestas do arquipélago, cuja destruição é hoje muito mais acelerada do que antigamente.
No leste da Tailândia, as minas de chumbo estão matando comunidades étnicas e poluindo as fontes de água no complexo do Santuário de Fauna e Flora Thung Yai Naresuan, declarado Patrimônio da Humanidade.
As paisagens com karst (relevo em pedra calcária) do Vietnã são famosas no mundo todo. Certamente, a paisagem com pedra calcária mais famosa do país é a da baía de Ha Long, declarada Patrimônio da Humanidade. Em 1962, a paisagem com karst de Cuc Phuong, no norte do Vietnã, se tornou o primeiro parque nacional do país. Além de oferecer uma vista espetacular, a pedra calcária é a matéria-prima básica na fabricação de cimento, por isso muitas paisagens com karst estão ameaçadas. O Vietnã não é uma exceção.
O sol se deita no Vale de Síria; a temperatura está acima dos 38 graus centígrados. O Vale de Síria é um vale e sempre foi muito quente, mas nunca antes a temperatura tinha atingido os níveis que apresenta hoje; dos rios e vertentes resta apenas a lembrança, assemelham-se agora a estradas desérticas e poeirentas, resultado do desmatamento e da extração de milhares de metros cúbicos de areia.
Faz mais de sete meses que o povo de Esquel, na Patagônia argentina, está lutando contra as pretensões da canadense Meridian Gold Inc. de explorar uma mina de ouro no Cerro 21.
Atualmente, a Patagônia chilena encontra-se ameaçada por um megaprojeto da transnacional canadense Noranda Inc., empresa de mineração com vasta experiência e que hoje planeja construir uma das maiores plantas redutoras de alumínio do mundo, na prístina região de Aysén. Para dimensionar o estrago que causaria a planta de alumínio, cujo nome é Alumysa, é importante descrever a região onde se pretende instalar a planta e as obras anexas.
No final da década de 1970, a estatal carvoeira Carbocol anunciou a existência de grandes depósitos de carvão na península de Guajira. A jazida estava localizada em território tradicionalmente habitado pela comunidade Wayuú, povo indígena nômade que se movimentava na região fronteiriça com a Venezuela. Após uma demorada polêmica acerca da conveniência, ou não, de explorar esse combustível fóssil, o Estado finalmente deu à empresa luz verde, argumentando a favor do desenvolvimento regional em matéria energética.
A ilha de Misima está localizada no arquipélago das Lusíadas, na província de Milne Bay, na Papua-Nova Guiné. A ilha tem 40 quilômetros de comprimento e 10 quilômetros de largura, na parte mais larga; tem cobertura florestal tropical úmida, exceto nas áreas litorâneas e ao pé das colinas, onde a floresta foi desmatada para a lavoura, ou transformada em floresta mais aberta.
Uma coalizão internacional cada vez mais ampla de grupos de interesse público, de direitos humanos, trabalho e meio ambiente se comprometeu a lutar contra a mineração nas reservas de floresta de Gana.
Disponível apenas em inglês. Briefing Paper prepared by Lee Tan, Australian Conservation Foundation/Friends of the Earth Australia “We, the landowners are developing and will continue to develop OUR LAND on our own term. We therefore sternly warn all those parties involved in wanting to use OUR LAND for oil palm to STAY OUT! Any attempt to bring oil palm on our land will be strongly resisted” Extract from a newspaper advertisement put out by a group of landowners in PNG, February 2003 Oil Palm in PNG