Recentemente, cerca de quarenta professores e estudantes universitários e dirigentes de ONGs que trabalham com as comunidades no nível local (por mais informação, ver http://www.nnfp.org e http://www.ncfc.org) reuniram-se durante quatro dias na Federação de Cooperativas do Sul (Federation of Southern Cooperatives, http://www.fsclaf.org), em Epes, no estado do Alabama, Estados Unidos, para discutir as tendências do manejo florestal comunitário e o manejo comunitário de ecossistemas nos Estados Unidos.
Outra informação
A rede National Network of Forest Practitioners (NNFP) é uma aliança das organizações de base da população rural, que luta por uma economia racional baseada nas florestas, cujos benefícios sejam acessíveis às comunidades que tradicionalmente dependem da floresta para garantir seu bem-estar. A NNFP conta com 500 membros, incluindo grupos de base comunitários, sem fins lucrativos, pequenas empresas, grupos indígenas, trabalhadores florestais, pesquisadores, órgãos oficiais e fazendeiros.
As Ilhas Salomão, no Pacífico ocidental, vêm sendo devastadas por quase três anos de guerra civil. A economia foi arrasada, Honiara, a cidade mais importante, está nas mãos de grupos beligerantes, e a maior parte dos serviços públicos, como educação e saúde, não funciona. Nesse contexto, a corrupção leva vantagem e o setor madeireiro industrial -nocivo e, com freqüência, ilegal- continua incólume.
Advertem-se tendências-chave entre a superabundância de primeiros avanços do Manejo Florestal Participativo (MFP). Entre elas, o crescente fortalecimento das comunidades locais e o surgimento dessas populações como viveiros de manejadores de florestas por direito próprio. Tem sido apontado que, em parte, isso é resultado de uma reivindicação local cristalizada através da participação.
As 21 comunidades indígenas que integram a Federação de Centros Awá do Equador (FCAE) têm título legal de propriedade de 120 mil hectares no norocidente do Equador, região de florestas úmidas e de grande diversidade biológica, conhecida como Território Awá, possuindo a última extensão de florestas Chocoanas que restam no Equador.
No Chile, 25 anos de implementação do modelo econômico neoliberal causaram fortes impactos nas florestas nativas e comunidades indígenas e locais do sul do país. Mais de dois milhões de hectares de plantações de pinheiro e eucalipto alimentam uma poderosa indústria de celulose voltada para a exportação. Nesse período, centenas de milhares de hectares de floresta nativa tornaram-se monoculturas florestais. Uma acelerada concentração da propriedade da terra, facilitada por subsídios estatais às plantações, gerou graves conflitos fundiários com as comunidades indígenas mapuche até hoje.
Nos últimos anos a participação das famílias produtoras rurais e suas organizações econômicas e de representação vêm se intensificando nas ações de manejo e conservação dos recursos florestais na Amazônia brasileira.
O departamento de Río San Juan fica no sul, na fronteira da Nicarágua com a Costa Rica, e o município de El Castillo fica no rio entre o Lago da Nicarágua e o Caribe. Na década de 1980, os Estados Unidos urdiram contra nós uma guerra de baixa intensidade, a qual, entre outras coisas, enfraqueceu a economia e desarraigou as famílias nicaragüenses. Concluída a guerra, nos anos noventa, emigraram para o município doze mil pessoas oriundas da Costa Rica e de outras regiões do país.
A Associação Coordenadora Indígena e Camponesa de Agroflorestação Comunitária Centro-Americana, conhecida como CICAFOC, atua na América Central -Guatemala, Belize, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Costa Rica e Panamá- e é uma organização social de base comunitária, sem fins lucrativos, que congrega associações, cooperativas, federações e grupos comunitários organizados de pequenos e médios produtores agroflorestais, indígenas e camponeses.
Após dez anos de negociações entre funcionários do governo, grupos das comunidades locais e Organizações Não-Governamentais (ONGs), foi elaborado um projeto de lei de florestas comunitárias, que seria a primeira legislação tailandesa em reconhecer a capacidade legal das comunidades que moram dentro e nos arredores das Reservas Nacionais de Florestas da Tailândia de usar, manejar e proteger suas florestas junto com o Departamento Florestal Real.
A rápida destruição das florestas filipinas, causada pela atividade madeireira, a mineração e a invasão de colonos sem terra impelidos pelas políticas do governo, foi oficialmente reconhecida, no final dos anos 80, como um problema que exigia uma resposta política. A necessidade de restringir e regularizar a atividade madeireira, promovendo alternativas de manejo florestal comunitário, foi reconhecida pelo governo no final da década.
Desde 1995, o movimento indonésio de ONGs vem apoiando o manejo florestal comunitário (MFC). A principal mensagem transmitida na fase inicial foi que a maior parte dos modelos de manejo florestal comunitário implementados de forma sustentável fundava-se na sabedoria, cultura e hábitos da comunidade.