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Comunidades das bacias média e inferior do rio Madre Vieja, no Pacífico da Guatemala, estão sendo privadas de água por causa de barragens construídas por empresas envolvidas no cultivo de dendê e cana-de-açúcar. Moradores e comunidades organizadas – algumas delas pertencentes à Rede Internacional pelo Mangue – têm denunciado repetidamente que essas empresas estão usando, desviando e retendo água para suas grandes plantações.
Camponeses no norte de Moçambique estão lutando para manter suas terras e seus recursos hídricos à medida que governos e empresas estrangeiras avançam agressivamente para criar grandes projetos de agronegócio. Foi lançado o tão esperado Plano ProSavana para o desenvolvimento do agronegócio no Corredor de Nacala, inspirado no chamado desenvolvimento “bem sucedido” do agronegócio na região do Cerrado brasileiro.
Enquanto os acionistas da Socfin realizavam sua reunião geral anual no Hotel Bel-Air, em Luxemburgo, em 27 de maio, 300 pessoas de seis povoados afetados se reuniam para protestar contra o fato de a empresa não cumprir seus compromissos em Mondulkiri, no Camboja, e 250 representantes de 13 povoados afetados por sua plantação na Costa do Marfim também se mobilizavam.
Este ano, os incêndios florestais no sul do Chile foram muito agressivos, afetando milhares de hectares de floresta em três áreas protegidas na região de Araucanía, o sul do Chile. Diante disso, em 14 de abril, foi realizada uma marcha para denunciar a origem do problema: a expansão da indústria florestal.
O programa de rádio Growing Voices, da Rádio Mundo Real, discute os impactos da empresa de plantações Wilmar Internacional, altamente criticada e uma das maiores empresas de dendê do mundo. O programa examina de perto o caso de Kalangala, em Uganda, onde mais de cem pequenos agricultores ugandenses tiveram suas terras tomadas e foram expulsos pela Oil Palm Uganda Limited, uma subsidiária da Bidco Uganda Ltd, da qual a Wilmar Internacional é coproprietária.
Camponeses expulsos de suas terras lançam uma série de ocupações nas plantações da Socfin, em Camarões, Libéria, Camboja e Costa do Marfim, entre abril de 2015 e as reuniões anuais de acionistas do grupo Socfin (27 de Maio) e do grupo Bolloré (4 de Junho). O Bolloré é o maior acionista (39%) da Socfin, que tem plantações industriais  de dendezeiros e seringueiras, entre outras, nos países onde acontecem os protestos. Desde 2008, a expansão dessas plantações tem se intensificado.
Em um país com cada vez mais desigualdade socioeconômica e violações aos direitos humanos, Berta Cáceres desempenhou um papel fundamental na luta dos povos indígenas lencas, de Honduras, contra a construção de um megabarragem. Ela travou uma campanha de base com a comunidade local e liderou um protesto onde as pessoas exigiram pacificamente seu direito legítimo a ser ouvidas no projeto.
O artigo de opinião de Abetnego Tarigan, da ONG indonésia Walhi, e Iwan Nurdin, da Agrarian Reform Consortium, publicado no Jakarta Post, adverte que o foco internacional nos impactos das empresas de plantações de árvores tem sido dirigido a seus abusos ambientais, ao invés de seus abusos aos direitos humanos.
O coletivo India Climate Justice publicou a terceira edição da revista Mausam, visando facilitar debates construtivos e criativos sobre as questões climáticas. Ele tenta conectar essas questões às lutas locais por recursos naturais, extração de combustíveis fósseis, terras, meios de subsistência e soberania alimentar.
Mais de 200 pessoas participaram do fórum, realizado em Nyéléni, Mali, de 23 a 27 de fevereiro, para desenvolver estratégias conjuntas de promoção da agroecologia e sua defesa contra a cooptação empresarial. A declaração do Fórum afirma que “a Agroecologia é política; ela demanda que desafiemos e transformemos as estruturas de poder na sociedade. Precisamos colocar o controle de sementes, biodiversidade, terra e territórios, águas, conhecimento, cultura e bens comuns nas mãos dos povos que alimentam o mundo”.
Un nouveau rapport d’EJOLT, alliance d’universitaires et d’organisations activistes qui luttent pour la justice environnementale, analyse le commerce mondial de biomasse et révèle ses impacts. Le rapport examine l’évolution de la production mondiale et du commerce international d’aliments, et identifie les facteurs déterminants des conflits socio-écologiques qui en découlent.