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Comunicado de prensa, 10 de julio 2015, Ginebra.
Outra informação
O carvão mata pessoas. O carvão destrói a saúde e o bem-estar das comunidades. O carvão devasta a terra, a água e os ecossistemas e está destruindo o nosso planeta. Estas são as conclusões da reunião “Mulheres se posicionam contra a Grande Indústria do Carvão”, que aconteceu em Johanesburgo, África do Sul, em janeiro de 2015.
O projeto “Tecendo Resistências”, da organização “Programa de Democracia e Transformação Global”, do Peru, compartilha três vídeos que dão testemunho da luta constante e corajosa, principalmente de mulheres das províncias de Celendín, Bambamarca e Cajamarca, na serra norte do Peru.
Um documentário lançado recentemente, mostrando o maior projeto de extração de minério de ferro do mundo, mostra a vida das comunidades impactadas pelo “Programa Grande Carajás”, localizadas nos estados do Maranhão e Pará. Nessa região, as pessoas afetadas por projetos de mineração são apoiadas pela rede Justiça nos Trilhos, uma coalizão de comunidades afetadas, organizações, grupos pastorais, movimentos sociais e grupos acadêmicos de pesquisa que buscam justiça ambiental no norte do Brasil.
Um banco de dados chamado “From Money to Metals” reúne dados sobre as instituições comerciais e privadas que visam lucrar com a extração e a transformação de minerais. O banco de dados examina os antecedentes, o investimento e as estratégias de gestão de cerca de 900 bancos, financiadores privados, seguradoras, fundos de hedge e empresas de private equity, bem como alguns indivíduos, que deram estímulo financeiro a inúmeras empresas de mineração. Acesse o banco de dados (em inglês) em:
Um filme do “The Source Project” analisa a forma como as comunidades na região de Karamoja, em Uganda, têm se organizado juntamente com a Uganda Land Alliance, “Aliança Ugandesa pela Terra”, para garantir que seus direitos à terra comunal sejam respeitados, diante de aquisições de terras em grande escala para fins de exploração mineral.
Minerais de todos os tipos (pode haver mais de dez variedades deles, apenas em um Smartphone) são extraídos em diferentes países – do tântalo, no Congo, ao estanho, nas Filipinas – e depois enviados ou transportados pelo planeta, até polos de fabricação. Estima-se que as atividades de mineração tripliquem em todo o mundo até 2050, espalhando-se para mais florestas e zonas costeiras, territórios indígenas, parques naturais e áreas protegidas.
A Índia é o segundo maior exportador de granito, grande parte do qual acaba no mercado europeu. Os principais compradores são os setores de construção, funerais e varejo (bancadas de cozinha, enfeites de jardim, etc.). No entanto, a maioria dos importadores de granito indiano não dá qualquer informação sobre quais pedreiras eles estão usando para obter seu granito ou diz não saber de onde ele vem.
Membros da sociedade civil e de comunidades africanas e do Reino Unido enviaram uma carta à reunião “Mining on Top Africa” – a “mais definitiva conferência africana de mineração para a Europa”, que aconteceu em 24 e 25 de junho em Londres – enfatizando a forma como muitas comunidades na África estão enfrentando desalojamento, pobreza, doença, poluição massiva, perda de terras agrícolas e ancestrais férteis, e destruição de meios de subsistência e cultura devido à introdução da mineração em grande escala.
Concebido em 2012 por um grupo de indivíduos, organizações e redes, o movimento “Sim à vida, não à mineração” está empenhado em tomar medidas contra o impacto cada vez mais devastador da indústria da mineração. Eles buscam conectar as comunidades que estão dizendo NÃO à mineração em todo o planeta, a fim de colaborar através da solidariedade e apoiar uns aos outros para se manter firmes.
Os membros da rede Oilwatch Africa, “Observatório de Petróleo da África”, se reuniram em Lome, Togo, em 9 de junho de 2015, para discutir as implicações da dependência do mundo em relação aos combustíveis fósseis para o clima, a soberania alimentar, a nutrição e o bem-estar na África.
Um relatório recente da Fundação GAIA e aliados mostra como a produção de alimentos do mundo, bem como milhões de pequenos agricultores e comunidades, sofrem ameaça crescente da rápida expansão da mineração. O relatório examina “o verdadeiro impacto da mineração – da prospecção e das operações até ao encerramento – sobre a agricultura, a produção de alimentos, a fertilidade do solo, os sistemas de água doce, o ar que respiramos e nosso clima já ameaçado.