O Japão é o maior fabricante de papel. A Nippon Paper (NP) é conhecida como uma indústria líder no tangente à reforma ambiental, mas quanto de real tem essa consideração?
A South East Fibre Exports, localizada em Eden, a aproxidamente 500 km ao sul de Sydney, é uma companhia subsidiária da NP.
É a mais antiga planta processadora de lascas de madeira na Austrália e foi a primeira operação no estrangeiro da antiga Daishowa Paper Manufacturing Company (cujo controle foi assumido pela NP há um par de anos).
Artigos de boletim
As companhias e os governos envolvidos no comércio internacional de madeira tropical têm uma bem merecida má imagem. A maioria de suas atividades tem resultado em vasta destruição de florestas e abusos de direitos humanos em numerosos países, enquanto a corrupção tem estado no centro de muitas de suas práticas. Alguns desses mesmos atores parecem ter vontade –depois de ter sido atingidos por fortes campanhas de ONG- de melhorar seu desempenho tanto na atividade madeireira quanto no comércio internacional de madeira.
É a dicotomia atividade madeireira legal-atividade madeireira ilegal a que deveria reger em uma política de conservação de florestas? Entende-se que há atividade madeireira ilegal quando a madeira –transformada em um negócio rentável a ser explorado- é colhida, transportada, comprada ou vendida infringindo as leis nacionais. Mas as leis diferem amplamente de um país a outro, portanto não é possível fazer uma distinção entre atividade madeireira legal e ilegal em nível mundial ao ponto de que não existem normas internacionais nesse sentido.
A atividade madeireira ilegal tem sido possivelmente o assunto mais debatido no setor florestal em nível internacional recentemente e tem estado atraindo cada vez mais atenção nos últimos dez anos. Os governos, as indústrias madeireiras, as instituições financeiras internacionais e as ONG parecem estar de acordo em que esse é um dos mais importantes assuntos a serem abordados. Ele também tem sido discutido em reuniões de alto perfil.
As ONG européias estimam que mais de 50% de todas as importações de madeira tropical para a UE provêm de fontes ilegais, bem como mais de 20% de todas as importações são de florestas boreais. Além disso, em vários países europeus, principalmente no Báltico e Europa Oriental, estima-se que 50% de toda a atividade madeireira é ilegal. Como a UE não possui quaisquer mecanismos para controlar as importações de madeira, a UE atualmente lava grandes volumes de madeira provinda de fontes ilegais todo ano.
As florestas providenciam o sustento para centenas de milhões de pessoas no mundo inteiro e, em especial, nas áreas tropicais. A realização de quaisquer atividades que implicarem desmatamento ou degradação da floresta terá, portanto, um impacto direto tanto sobre os meios de sobrevivência dessas pessoas quanto na sua saúde.
A floresta é berço de diversidade, o que quer dizer origem de vida. Quando a floresta está sã, dela brota a água, o ar é mais puro e cheiroso, de seus múltiplos recursos é possível obtermos amparo, nos dá de presente alimentos, a arte se expressa na miríade de cores e matizes que se desdobram e ocultam ciclicamente, e em meio de toda essa beleza e prodigalidade é possível sentir de alguma forma o amor que a natureza divide com todos seus seres.
Entre 1994 e 2004, a quantidade de florestas nativas e fazendas que foram transformadas em plantações de monocultura de árvores na Tasmânia quase se quadruplicaram- atingindo 207.000 hectares.
A maioria das fazendas substituídas usava métodos orgânicos ou métodos que envolviam o uso de muito poucos produtos químicos se comparados com a grande dependência dos produtos químicos que apresentam as monoculturas de árvores que ocupam agora o lugar delas.
A anexação do território Mapuche ao estado chileno e a imposição de seu sistema jurídico sobre todos os povos originários que coexistem no país marca uma mudança profunda nos modos de viver do povo Mapuche. Entre 1881 e 1907, a população Mapuche, despojada de seu território, sua autonomia e os bens gerados como sociedade agropecuária, foi vítima da fome e de doenças que provocaram cerca de vinte mil vítimas.
Os riscos para a saúde humana associados com as plantações de árvores geneticamente modificadas, embora sejam praticamente improvisados, são significativos e além disso, legitimam a convocação mundial para proibir as árvores transgênicas.
As florestas da Indonésia pegaram fogo mais uma vez. A fumaça dos incêndios de Sumatra provocaram o pior nevoeiro na Malásia desde 1997. Um insalubre nevoeiro de fumaça (uma mistura de pó, cinzas, dióxido de sulfureto e dióxido de carbono) cobriu a principal cidade da Malásia, Kuala Lumpur e outras 32 cidades. As escolas foram fechadas e os hospitais ficaram lotados com pacientes com doenças respiratórias. Dados do Serviço de Saúde Riau da Indonésia informaram que mais de 1990 pessoas experimentaram infecções do aparelho respiratório superior e problemas nos olhos.
Em uma tentativa de construir ou de fazer um novo chamamento para uma visão holística da saúde como uma condição equilibrada na que a alegria de viver possa emerger, pode ser relevante refletirmos a respeito de diferentes modos de viver- por exemplo, sobre um tão diferente do moderno e supostamente avançado modo de viver ocidental quanto o dos caçadores coletores.