Artigos de boletim

A Cúpula dos Povos, celebrada na capital chilena, de 25 a 27 de janeiro, foi um evento paralelo à Cúpula dos governos da União Europeia e dos países associados à Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (CELAC).
Três importantes organizações da sociedade civil da Libéria, Sustainable Development Institute (SDI), Save My Future Foundation (SAMFU) e Social Entrepreneurs for Sustainable Development (SESDev), divulgaram um comunicado em 31 de janeiro de 2013, pedindo uma revisão da política agrícola do país.
A Wilmar, gigante do agronegócio com sede em Cingapura, está expandindo suas operações na África. Ela já tem cerca de 50 mil hectares de plantações de dendê na Costa do Marfim, em Uganda e em Gana. Mais recentemente, expandiu-se para a Nigéria, entrando em uma joint venture com a PZ Cussons para estabelecer grandes extensões de plantações de dendezeiros no estado de Cross River, na região sudeste do país, enquanto promete criar milhares de oportunidades de emprego.
O Distrito de Garwula, no condado de Grand Cape Mount, é uma das áreas afetadas pelo contrato de arrendamento de 63 anos, assinado em 2009 pela Sime Darby, gigante malaia produtora de óleo de dendê, com o Governo da Libéria. Quando a empresa estabeleceu grandes plantações de dendê voltadas à exportação, a subsistência dos moradores locais foi prejudicada e as mulheres tiveram de enfrentar muitas dificuldades.
Um abaixo-assinado comunitário em Avaaz.org clama por ação contra empresas que, subsidiadas por um esquema da União Europeia, expulsam centenas de milhares de agricultores cambojanos de suas terras. Esses esquemas são voltados a beneficiar os países pobres, mas, no Camboja, incentivaram empresas que roubam a terra das pessoas e as tornam mais pobres, enquanto os benefícios fluem principalmente a uma elite empresarial e política.
Em outubro de 2012, a Fian International – organização pelo direito a alimentação adequada, deu início a uma ação, que deve durar até 30 de abril de 2013, em defesa das comunidades camponesas na província Niassa, de Moçambique. Essas comunidades perderam acesso à terra usada para a produção de alimentos e a florestas naturais, e assim enfrentam insegurança alimentar e violações de seu direito à alimentação, devido ao estabelecimento de grandes plantações de árvores promovidas e financiadas pela Suécia.
Cerca de três mil mulheres camponesas vindas de 23 estados, que passaram quatro dias reunidas em Brasília no 1º Encontro Nacional do Movimento de Mulheres Camponesas, fizeram ecoar o tema central do evento em frente ao Congresso Nacional: “Na sociedade que a gente quer, basta de violência contra a mulher”. Cartazes com nomes de mulheres do campo assassinadas foram carregados pelas mulheres durante a caminhada.