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Na última década, as Filipinas apostaram fortemente na indústria de mineração, com 47 minas de grande porte em operação e evidências cada vez maiores de seus custos sociais e ambientais. O relatório afirma que a capacidade do país de regular adequadamente ou fechar as minas poluidoras será restringida em muito por uma rede de tratados de investimento assinados pelo país, que dão proteção excessiva aos investidores estrangeiros.
Se a iniciativa prosseguir, o projeto Montagne d’Or, que deve começar em 2018, será a maior mina de ouro em solo francês. Ele não só causará sérios impactos humanos e ambientais, mas também abrirá as comportas para outras mineradoras multinacionais na Guiana Francesa e expandirá a mineração exclusiva para o mercado de joias de luxo. A demanda industrial representa apenas 8% do ouro atualmente extraído. O setor da reciclagem forneceu três vezes essa quantidade em 2015.
Em todo o mundo, os povos indígenas enfrentam prisões, assédio, tortura e morte em nome da conservação da natureza. O Parque Nacional Kaziranga, na Índia, é apenas um infame exemplo dessa tendência desumana. Nos últimos três anos, 50 pessoas foram executadas extrajudicialmente por guardas no conhecido parque nacional onde impera essa política. Membros de tribos correm o risco de serem baleados, espancados, torturados e mortos nas mãos de funcionários do parque, fortemente armados.
Em 21 de março de 2017, as ONGs malásias The Consumers’ Association of Penang (CAP) e Sahabat Alam Malaysia (SAM) se uniram à ação mundial contra a definição de floresta da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Cerca de 200 grupos renovaram sua exigência de que a FAO mude sua definição enganosa de floresta, que tem permitido a expansão das plantações industriais de árvores.
“Água é vida. Se não protegermos o rio Tanintharyi, a vida e o sustento dos moradores locais que dependem do rio serão destruídos”, disse o morador de um povoado da bacia do Tanintharyi na introdução do filme. “Devemos impedir a destruição do rio para o bem das gerações futuras. Nós nos reunimos aqui para mostrar que discordamos da mineração de ouro no rio Tanintharyi”, explica.
 De 21 a 25 de novembro de 2016, cerca de 50 pessoas envolvidas em lutas pela defesa de territórios, florestas e meios de subsistência de comunidades que dependem da floresta, reuniram-se na Tailândia para uma visita de campo ao Nordeste do país, seguida de uma reunião de três dias em Bangkok. Além de uma delegação da Tailândia, outros participantes vieram de Mianmar, Camboja, Vietnã, Filipinas, Indonésia, Malásia e Índia.
Na Indonésia, a resistência contra o complexo de produção de cimento da empresa Semen Indonesia – que destruirá a área florestal de Kendeng Karst em Uphill, Java –  tem ganhado força. No dia 21 de março, Patmi, uma mulher de uma das vilas do distrito de Tambakromo que havia ido à capital Jakarta para protestar, morreu de um possível ataque do coração depois de dias em que permaneceu, com outras pessoas, sentada em protesto em frente ao Palácio Presidencial.
Nós criamos, para compartilhar em redes sociais, este gif animado mostrando porque a definição de "floresta" da FAO deve mudar. Nós encorajamos você a compartilhá-lo!  
Disponível apenas em espanhol. Convocatoria del COPINH (Consejo Cívico de Organizaciones Populares e Indígenas de Honduras):
  Disponível apenas em espanhol América Latina, 02 de marzo de 2017. A un año del asesinato de Berta CáceresA un año del intento de asesinato de nuestro compañero Gustavo Castro