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No dia 21 de setembro, organizações e indivíduos do mundo todo dão visibilidade às inúmeras lutas contra a expansão das grandes plantações de monoculturas de árvores. Eucalipto, pínus, acácia, seringueira, teca, dendezeiro e outros tipos de plantações industriais causam impactos desastrosos. A data também enfatiza os impactos prejudiciais desse modelo de produção monocultor.
Em 2004, a Rede Alerta contra o Deserto Verde –que realiza campanhas no Brasil contra a expansão das plantações de árvores- teve a idéia de estabelecer o dia 21 de setembro (Dia da Árvore no Brasil) como o Dia Internacional contra as monoculturas de árvores. A idéia foi apoiada por organizações no mundo inteiro que desde então levam a cabo uma série de atividades especiais nessa data.
Uma equipe internacional de pesquisadores publicou um estudo na revista Ecology and Evolution que destaca os complexos impactos da introdução de uma espécie exótica. Desta vez, demonstrou-se que o eucalipto tem efeitos letais e subletais sobre larvas de insetos aquáticos, o que afetaria diferentes organismos que habitam os ecossistemas fluviais com plantações dessa espécie em suas margens.
O plantio de eucaliptos e acácias em grande escala, no âmbito de um projeto apoiado pelo Banco Mundial, na Índia, não apenas espremeu o rico lençol freático nos distritos de Bengaluru Rural, Kolar e Chikkaballapur, como também afetou as quantidades anuais de chuva na região.
A quinta edição de “Trait d’Union”, uma revista trimestral que serve de ligação entre as associações de populações cercadas por plantações da SOCAPALM, sindicatos de trabalhadores e plantadores de dendezeiros, está disponível. As edições do Magazine Trait d’Union podem ser baixadas gratuitamente em www.palmespoir.org
Mulheres manifestantes lideraram um bloqueio contra a mina de cobre de Panguna para evitar a assinatura de um Memorando de Entendimento entre o Governo autônomo de Bougainville e a empresa Bougainville Copper Limited (BCL). Elas também obtiveram uma liminar na justiça pela qual o memorando não pode ser assinado até segunda ordem. O memorando pretende permitir que a BCL reabra a mina antes de junho de 2019.
Em novembro de 2012, duas mulheres foram encontradas mortas nos limites de uma plantação de dendê. As mortes foram entendidas como uma clara advertência à aldeia de Klong Sai Pattana, em Surat Thani, sul da Tailândia. As vítimas haviam passado os quatro anos anteriores lutando contra a empresa de dendê Jiew Kang Jue Pattana Co. Ltd., em uma disputa de terras que engoliu essa pequena comunidade de cerca de 70 famílias. Durante décadas, a Jiew Kang Jue Pattana Co.
 Esse é o título de um livro dos coautores Mordecai Ogada e John Mbaria (The big conservation lie: The untold story of wildlife conservation in Kenya). “Em muitas partes da África, a conservação vem acompanhada, de uma forma ou de outra, do controle de terras.
A mina Ambatovy, uma megaoperação de oito bilhões de dólares (em valores de hoje), destina-se a extrair níquel e cobalto do solo rico de Madagascar. Ela afetou diretamente uma floresta de 2.500 hectares, e algumas famílias foram deslocadas como resultado de polêmicos acordos de compensação que dividiram a comunidade. Apesar das muitas queixas de impactos sobre o meio ambiente local, em 2012, uma válvula defeituosa causou vazamento de dióxido de enxofre e 50 pessoas foram envenenadas na mina.
 Esse relatório, da organização “War on Want”, revela o nível de controle das empresas britânicas sobre os principais recursos minerais da África – ouro, platina, diamantes, cobre, petróleo, gás e carvão. Ele documenta como 101 empresas listadas na Bolsa de Valores de Londres, a maioria das quais é britânica, controlam as operações de mineração em 37 países da África subsaariana. Juntas, ela têm controle sobre mais de um trilhão de dólares dos mais valiosos recursos do continente africano.