Para muitas pessoas, os projetos de REDD+ pretendem salvar florestas. Na realidade, no entanto, o REDD+ nunca teve a ver com a proteção de florestas. E também, o REDD+ não é mais exatamente sobre projetos, mas sim sobre programas que abrangem regiões ou províncias inteiras dentro de um país, embora muitos projetos específicos continuem existindo e causando danos a povos indígenas e comunidades que dependem de florestas ao restringir suas práticas tradicionais de uso da floresta. (1)
Outra informação
O Banco Asiático de Desenvolvimento (BAD) faz 50 anos como a segunda maior fonte de financiamento ao desenvolvimento na região da Ásia-Pacífico, depois do Grupo do Banco Mundial. A organização Focus on the Global South lançou um boletim especial destacando a resistência dos asiáticos contra o Banco.
A ARTIGO 19 lança o relatório “Vim Aqui Para Saber: O Que é o Carbono?” - acesso à informação e economia verde no Pará”. A publicação traz uma análise e crítica sobre a ausência de processos que permitam o acesso à informação e à participação social nos projetos existentes no Pará relativos ao mercado de carbono e ao mecanismo intitulado Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+).
Focado nas chamadas “energias extremas”, um relatório da Oilwatch reúne dez artigos que trazem um diálogo e um debate sobre as iniciativas de governos e empresas para sustentar a matriz fóssil. Da extração em águas cada vez mais profundas de óleos brutos pesados e extrapesados, areias betuminosas e jazidas no mar, ao fraturamento hidráulico, as energias extremas precisam de uma infraestrutura e de uma frota de transporte global.
Lançado pela organização tailandesa TERRA, a publicação registra a história das comunidades ribeirinhas do Mekong, em 25 subdistritos de sete províncias do nordeste da Tailândia (Isaan). O objetivo é divulgar o conhecimento singular gerado pelo mais longo rio internacional do Sudeste da Ásia, o Mekong. Ilustra-se a delicada complexidade da hidrologia dos subecossistemas do Mekong e como eles são a base da vida e dos meios de subsistência das pessoas que vivem ao longo do rio.
A organização Biofuelwatch está lançando um novo site que compila suas análises sobre aspectos do impulso biotecnológico rumo a cultivos, árvores e micróbios transgênicos para biocombustíveis e a “bioeconomia”. O site inclui investigações aprofundadas sobre três empresas de biocombustíveis – Algenol, Mascoma e Solazyme/TerraVia – e será atualizado com os próximos relatórios sobre algas e biocombustíveis celulósicos, seguidos por outros materiais.
A organização Biofuelwatch está lançando um novo site que compila suas análises sobre aspectos do impulso biotecnológico rumo a cultivos, árvores e micróbios transgênicos para biocombustíveis e a “bioeconomia”. O site inclui investigações aprofundadas sobre três empresas de biocombustíveis – Algenol, Mascoma e Solazyme/TerraVia – e será atualizado com os próximos relatórios sobre algas e biocombustíveis celulósicos, seguidos por outros materiais.
Um projeto de mineração ameaça destruir para sempre a península Ampasindava, uma área com cerca de 33 mil habitantes em comunidades que vivem principalmente da pesca e da agricultura. A empresa Tantalum Rare Earth Madagascar (TREM) obteve do governo de Madagascar uma concessão de 300 km2 para extrair minerais de terras raras – os mais poluentes do mundo. Apoie o abaixo-assinado para acabar com essa mina!
Este artigo, escrito para a rede de pesquisa e comunicação Alba Sud, apresenta uma visão crítica dos territórios hegemonizados pelas dinâmicas do capital turístico, com foco especial na América Central e no Caribe. A penetração dos capitais turísticos e imobiliários, acompanhados por certas leis e políticas públicas, provoca uma metamorfose radical na lógica da articulação territorial.
O relatório “o Avanço das Plantações Florestais sobre os Territórios dos Camponeses no Corredor de Nacala: o caso da Green Resources Moçambique” foi lançado em 2016 pelas organizações moçambicanas Livaningo, UNAC (União Nacional dos Camponeses) e Justiça Ambiental/Amigos da Terra Moçambique, e escrito por Lexterra.
O relatório “Portucel - O Processo de acesso à Terra e os direitos das comunidades locais” foi publicado por Justiça Ambiental/Amigos da Terra Moçambique em 2016, em parceria com o Movimento Mundial pelas Florestas Tropicais (WRM). Portucel Moçambique é uma empresa portuguesa que, entre as empresas de plantações, detém a maior concessão de terras – 356.000 ha – Seu projeto prevê a construção de uma fábrica de celulose para exportação para o mercado Asiático.
Em toda a região do Mekong, o modelo de “desenvolvimento” promovido pelos governos prioriza a liberalização do comércio e do investimento, e a privatização. Busca-se o investimento privado em praticamente todos os setores da economia.