O processo de concentração de terras (1) está ocorrendo em escala global e tem se intensificado a partir das crises alimentar, climática e financeira criadas pelos grandes capitalistas com suas próprias políticas neoliberais. Agora, os mesmos que criaram as crises estão de olho nos bens naturais e os territórios, constituindo-se assim uma nova fase de expansão do capitalismo com o intuito de atingir o controle dos bens naturais do planeta.
Outra informação
De 18 a 23 de junho de 2012, no Rio de Janeiro, Brasil, ocorrerá a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), comemorando os 20 anos da histórica Cimeira da Terra, Rio '92.
En agosto de este año, en el Boletín No 169 del WRM, expusimos el caso de un proyecto piloto REDD (Reducción de Emisiones Derivadas de la Deforestación y la Degradación de los Bosques) en la República Democrática del Congo (RDC). El proyecto, que se desarrolla en las reservas naturales de Tayna y Kisimba-Ikobo, es promovido por la organización Conservación Internacional (CI) y financiado por la empresa Walt Disney.
No passado dia 21 de setembro- o Dia Internacional contra as Plantações de Monoculturas- a “Plataforma No REDD”, uma coalizão de grupos ambientalistas e de organizações de povos indígenas lançou um apelo à comunidade de doadores internacionais para deter o desvio de fundos de conservação florestal para projetos do tipo REDD+ e a atividades relacionadas, apontando que a ‘detecção, documentação e rejeição dos impactos negativos sociais e ambientais dos projetos REDD+' têm um probre suporte.
No dia 10 de novembro, povos indígenas, comunidades de agricultores e a organização popular ALDAW se reuniram na cidade de Brooke's Point, na ilha de Palawan, para manifestar-se pacificamente contra a visita de investidores chineses do Jinchuan Group (JNMC). O grupo chinês já fez uma parceria com a corporação MacroAsia para explorar e extrair níquel.
No Camboja, cerca de 200.000 moradores do povo Kuy tentam desesperadamente impedir a destruição de Prey Lang (“Nossa Floresta”), a última floresta primária desse tipo na península da Indochina. O governo cambojano emitiu um conjunto de concessões a construtoras de estradas, mineradoras, e agroindústrias. Os buldôzeres estão desmatando a floresta para a construção de novas estradas, plantações de seringueiras minas.
Na primeira semana de novembro, a International Rivers lançou uma petição internacional exigindo que os Primeiros Ministros do Laos e da Tailândia cancelem os planos de construção da hidrelétrica Xayaburi. Esperam juntar tantas assinaturas como for possível para ajudar e pressionar esses governos antes da próxima reunião do Conselho MRC que ocorrerá de 7 a 9 de dezembro próximo.
O Uruguai é um país com base produtiva agropecuária ocupando a produção leiteira um lugar importante. A produção leiteira foi desenvolvida principalmente em três departamentos, sendo que dois deles- San José e Colonia- apresentam uma matriz diversa de explorações familiares e uma sociedade local organizada que atingiu bons níveis de renda e de vida conformando-se em uma das regiões mais produtivas e bem-sucedidas do meio rural uruguaio.
Recentemente, a Oxfam da Grã Bretanha lançou um relatório sobre as atividades da empresa inglesa New Forests Company (NFC), que possui 27 mil hectares de plantações de árvores em Uganda, Tanzânia, Ruanda e Moçambique, além de ter contratos com os governos desses países envolvendo cerca de 90.000 mil hectares. A empresa afirma que a madeira que será produzida pode suprir as demandas da população, evitando o desmatamento de florestas nativas. Em Uganda, plantou, desde 2006, cerca de 9.300 hectares de pinus e eucalipto, em terras dadas em concessão pelo governo.
Os Dayak habitaram a floresta em Kalimantan durante um longo período antes de o atual Estado da Indonésia ser estabelecido. Sua adat (tradição) garantiu a integridade do meio ambiente e da floresta até a exploração comercial imposta começar a devastar, prejudicar e invadir suas terras tradicionais. Desde então, eles denunciam que décadas de destrutivos projetos impostos direta ou indiretamente pelo Governo vêm desempodeirando e empobrecendo progressivamente os Dayak por meio da emissão, descontrolada e frequentemente ilegal, de licenças e/ ou concessões através da corrupção.
Há mais de 20 anos que na Colômbia avançam as monoculturas florestais em benefício de empresas transnacionais, que contaram e continuam contando com políticas oficiais que as favorecem. Para analisar esta expansão que açambarca territórios, viola direitos e desloca comunidades, a organização CENSAT Amigos da Terra Colômbia realizou em Bogotá, o fórum “Plantações florestais na Colômbia. Um olhar crítico”, no contexto das ações pelo Dia Internacional contra as Monoculturas de Árvores, 21 de setembro.
Depoimento (audiovisual) de José Luiz Kassupá sobre os impactos do mecanismo REDD na vida dos Povos Indígenas, durante a oficina "Serviços ambientais, fundos verdes e REDD: Salvação da Amazônia ou Armadilha do Capitalismo Verde", 3-7 de outubro em Rio Branco (AC), Brasil. José Luiz é primeiro secretário do movimento indígena no estado de Rondônia.