Artigos de boletim

Os Twa são uma nação indígena da região dos Grandes Lagos, na África Central, habitando Burundi, o leste da República Democrática do Congo (RDC), Ruanda e Uganda. Calcula-se que a sua população na região não ultrapassa 100 mil indivíduos. Originalmente, os Twa eram um povo das florestas, viviam da caça e da colheita e moravam nas regiões montanhosas dos lagos Tanganica, Kivu e Alberto, mas, no decorrer do tempo, essas florestas foram invadidas por povos agricultores e pastores, ou entregues para projetos de desenvolvimento comercial e áreas protegidas.
Pachamama é um vocábulo quíchua que significa, basicamente, Terra Mãe. Os quíchuas, povo indígena que habita uma vasta área dos Andes, acreditam que a Terra é uma mãe que cuida dos habitantes como se fossem seus filhos.
Em 16 de outubro de 2003, Irene Fernandez, Diretora da Tenaganita (una organização não governamental sediada em Kuala Lumpur, Malásia) foi sentenciada a 12 meses de prisão pelo Tribunal de Magistrados pelo Memorando sobre “Abuso, Tortura e Tratamento Desumano aos Trabalhadores Emigrantes em Centros de Detenção”. O memorando tinha sido concluído e enviado às correspondentes autoridades e os meios de comunicação em agosto de 1995.
O papel dos povos indígenas e dos sistemas de conhecimento tradicional na conservação da biodiversidade é uma realidade tão conhecida, que dispensa maior fundamentação. Não obstante, o papel desempenhado pelas mulheres em particular é menos reconhecido, e mesmo nos casos em que há tal reconhecimento, ele não vem acompanhado da correspondente provisão de espaço para participar nas respectivas plataformas de discussão e tomada de decisões, em especial, nos processos dominantes. A região nordeste da Índia é rica em florestas e áreas alagadas, e é habitada por mais de 250 nações indígenas.
Na Indonésia, a região ocidental de Java – Halimun – é muito conhecida pela alta diversidade biológica e riqueza cultural. Em termos de sistemas de manejo comunitário dos recursos florestais, os povos indígenas e a população local de Halimun possuem séculos de agricultura e conhecimento das florestas tropicais. Eles utilizam a floresta e as terras em volta para vários modelos de agricultura migratória, arrozais, hortas, hortas com mistura de árvores e vários tipos de floresta. Esses modelos são manejados por homens e mulheres como um sistema único integrado.
O Centro para Pesquisas Internacionais em Silvicultura (Center for International Forestry Research) vem aplicando, há mais de cinco anos, um programa denominado “Manejo colaborativo adaptativo das florestas” (ACM, em inglês). No momento de maior expansão desse programa, trabalhamos em 11 países (Nepal, Indonésia, Filipinas, Quirguistão, Malauí, Camarões, Zimbábue, Gana, Madagascar, Bolívia e Brasil); atualmente, continuamos trabalhando em oito desses países.
No marco da Rede Plantas Medicinais da América do Sul, o Centro Uruguaio de Estudos em Tecnologias Apropriadas vem coordenando, no Uruguai, um trabalho em parceria de recuperação do saber popular e tradicional sobre o uso de plantas como remédios e alimentos.
É talvez nas plantações onde a invisibilidade das mulheres é maior. Poucas mulheres são vistas trabalhando entre as inumeráveis fileiras de eucaliptos ou pinheiros. Mas as plantações são muito visíveis para as mulheres, as que sofrem muito seus impactos de diferentes formas.
O desmatamento é via de regra percebido como um problema ambiental cujo resultado é a perda de biodiversidade e impactos nos recursos hídricos e do solo. Entretanto, isso é apenas uma parte do problema. De fato, as florestas são habitadas por milhões de pessoas cujo sustento depende dos recursos que elas fornecem: alimento, madeira, combustível, remédios, fibras, forragem, etc. Portanto, a preservação das florestas é vital para satisfazer as necessidades de subsistência desses milhões de pessoas, que só na Índia foram calculadas em cerca de 150 milhões.
Em janeiro de 1998, coincidindo com a reunião anual do Fórum Econômico Mundial, em Davos, a pequena e luxuosa estação de esqui na Suíça que dá nome ao evento, 192 organizações de 54 países, reunidas na Ação Global dos Povos, redigiram uma “Declaração contra os Globalizadores da Miséria”.
O mundo tem uma Convenção sobre Mudança Climática desde 1992. A assinatura e ratificação dessa convenção envolvem obrigações, tanto legais quanto morais. Ela já foi ratificada pela maior parte dos governos. Porém, depois desses anos todos, eles têm pouca coisa para mostrar em termos de resultados, salvo toneladas de papel utilizado nas infindáveis negociações.
Com uma população estimada em cerca de 100 mil indivíduos, os pigmeus dos Camarões são o povo da floresta mais conhecido e vulnerável da África. Seu estilo de vida está intrinsecamente ligado à floresta, onde acham comida (carne, fruta, mel, raízes, etc.) e produtos para a medicina tradicional, terreno em que são conhecidos como grandes expertos. A floresta é seu hábitat natural e, nela, a maioria continua sendo nômada.