Apesar daquilo que o título possa sugerir, este editorial não se centra na guerra declarada pelo governo dos Estados Unidos contra o povo do Iraque; ele focaliza a infindável guerra declarada pelos interesses petroleiros contra o planeta e seus povos.
Artigos de boletim
Mais de 800 mil hectares de floresta perdem-se anualmente em Gana nas mãos da mineração, enquanto as concessões para mineração abrangem mais de 70% do território, com a resultante significativa redução da produção de alimentos. O Banco Mundial e a Corporação Financeira Internacional (braço do Banco Mundial que canaliza empréstimos para o setor privado) forneceram capital inicial e induziram com artimanhas os países africanos a adotar a desregularização, a liberalização e a privatização dos setores de extração, para atrair investimento estrangeiro direto.
Localizada no limite sul de Rivers State, na foz do Níger, na Nigéria, a ilha Bonny não tem tido paz desde o início dos anos 90, quando o governo federal da Nigéria, em parceria com seus sócios internacionais, lançou o projeto de gás natural liquado Nigeria Liquified Natural Gas Limited (NLNG), de vários bilhões de dólares. Em virtude da localização estratégica, a ilha é sede de várias empresas mundialmente conhecidas pela destruição social e ambiental que provocam, como Shell, Mobil, Chevron, AGIP e Elf, entre outras.
A Zâmbia possui quase 46 milhões de hectares de floresta; deles, 7,4 milhões são reservas, 6,3 milhões são parques nacionais e 32 milhões são terras florestais. Calcula-se que a área com plantações de árvores é de aproximadamente 63 mil hectares. É nesse contexto que devem ser analisadas as seguintes novidades.
O objetivo do manejo florestal colonial britânico do século XIX era assegurar ao Estado colonial o controle das florestas, a fim de garantir o fornecimento regular de madeira. Na região de Mekong, ainda há vestígios da abordagem colonial, onde os estados continuam disputando com as comunidades locais o controle das florestas.
La "Estrategia Revisada sobre Bosques del Grupo Banco Mundial" aprobada el 31 de octubre de 2002 contiene afirmaciones muy significativas como: "Existe un vínculo muy estrecho entre las formas de sustento de los pobres y los bosques", y "(es) una noción básicamente falsa que los pobres son la causa de la deforestación de los países en desarrollo".
A projetada represa Nam Theun 2 (NT2), no planalto de Nakai, região central da República Democrática Popular do Laos, teria 48 m de altura, 320 m de comprimento e uma potência de cerca de mil megawatts. Seria construído um lago artificial de 450 km2, com 3 bilhões de metros cúbicos. A água do lago circularia através de túneis de 40 km, até uma central elétrica localizada na base do planalto de Nakai, na beira do rio Xe Ban Fai. O porte do projeto e a sua localização terão um impacto substancial na diversidade biológica e nos povos da região.
Até o fim do ano, a diretoria do Banco Asiático de Desenvolvimento (ADB, em inglês) decidirá se financia um projeto intitulado "Plantio de árvores para melhorar a subsistência" no Laos, o qual está sendo elaborado por um consórcio de consultores. Não obstante, os preparativos estão acontecendo sem debate público e aberto. Segundo Akmal Siddiq, economista chefe de projetos do ADB, "os rascunhos redigidos até agora não estão prontos para distribuição ao público e somente estarão disponíveis depois da aprovação da diretoria".
No dia 11 de março, a Comissão Plenária da Secretaria Técnica Nacional Ambiental (SETENA) da Costa Rica reprovou taxativamente o Estudo de Impacto Ambiental apresentado pela empresa Indústrias Infinito S.A. (IISA) para o Projeto de Mineração Crucitas, localizado na área de Concessão para Exploração Mineira cedida pelo Ministério do Ambiente e Energia (MINAE) do governo anterior.
Recentemente, uma comissão de emergência, patrocinada pelo Global Exchange, voltou da Reserva da Biosfera Integral de Montes Azuis, em Chiapas, México, e fez as seguintes declarações:
Denunciamos a iminente transferência forçada das comunidades indígenas assentadas em Montes Azuis. Além disso, concordamos com a maioria das ONGs em que esse deslocamento é apenas um pretexto para explorar comercialmente a região, por exemplo, através de exploração de petróleo, bioprospecção e construção de represas hidrelétricas.
Em carta enviada ao presidente Lula nesta quinta-feira (20/03), instituições alertam para os possíveis riscos socioambientais envolvidos na ampliação da área de florestas plantadas [1], como reivindicado recentemente pelo setor, caso não seja estabelecido um planejamento adequado.
Séculos a fio os mapuche barraram as incursões européias em seu território. Na atualidade, confinados em reservas chamadas "reduções", a maior parte dos mapuche são agricultores empobrecidos ou mão-de-obra camponesa, ou vivem como minoria marginalizada nas cidades chilenas. Não obstante, eles estão resistindo. "O nosso objetivo é recuperar o território do povo mapuche", declara Ancalaf, 40 anos de idade, numa entrevista, na prisão, com o jornalista Héctor Tobar, do jornal Los Angeles Times.