Quanto vale a natureza? Quanto ela pode aportar? Em uma época em que se teme o pior para a biodiversidade, este documentário revela como bancos e investidores privados convertem cada vez mais os recursos naturais em objetos de especulação. La naturaleza, nuevo paraíso financiero, mostra os mecanismos de um sistema nascente que pode vir a ser uma manifestação de hipocrisia mundial.
Outra informação
Há séculos, o povo rama vive na costa caribenha da Nicarágua. Em junho de 2013, o governo assinou um contrato de exclusividade com uma empresa de desenvolvimento sediada em Hong Kong, para construir um imenso canal atravessando o país, com uma concessão de 100 anos. A rota proposta cruzará quase um milhão de hectares de floresta e zonas úmidas e desalojará centenas de povoados, incluindo o povoado rama de Bangkukuk. Descumprindo-se leis nacionais e convenções internacionais, o povo rama nunca foi consultado.
A União de Afetados e Afetadas pelas Operações Petrolíferas da Texaco (UDAPT) vem lutando há mais de 20 anos para forçar a Chevron-Texaco a pagar pela contaminação devastadora que causou na Amazônia equatoriana e assumir a responsabilidade por suas ações. As diferentes iniciativas lançadas pela UDAPT em diferentes países estão perto de atingir seu objetivo. Para chegar lá, a UDAPT precisa de mais verbas, e pede às pessoas para tuitar a mensagem: “RT! Crowdfundingpelos afetados pela Chevron no Equador!
De 8 a 11 de dezembro, aconteceu a Cúpula dos Povos em oposição às falsas soluções sobre o clima da ONU, em Lima, Peru. Enquanto rejeita os processos de privatizar e financeirizar a natureza, a Cúpula exige “o reconhecimento da propriedade territorial das comunidades que tradicionalmente têm vivido em suas terras”. Além disso, rejeita firmemente “o controle externo dos territórios e os processos de negociação e implementação das falsas soluções ao clima”.
Este relatório da organização The Corner House explora a pergunta “qual é a alternativa aos atuais sistemas de energia”, no contexto de uma crise climática crescente e uma incerteza cada vez maior sobre o futuro dos combustíveis fósseis. Na política energética de hoje em dia, o principal conflito se dá entre as próprias propostas alternativas.
Este site examina questões relacionadas ao “desenvolvimento” da região do Mekong e tenta identificar questões novas, atribuindo particular importância às consequências que são mascaradas pelas explicações tradicionais e às alternativas que já são praticadas.
A rede de ONGs ECA Watch está mapeando as propostas alternativas dos movimentos sociais para grandes projetos de infraestrutura, incluindo água, energia ou infraestrutura de transportes. O objetivo é difundir informações e propostas e contribuir para conectar pessoas e grupos uns aos outros, a fim de enriquecer a narrativa sobre infraestruturas alternativas. Veja o mapa (em inglês) aqui:
http://www.eca-watch.org/node/3637
Um estudo global realizado pela Poverty and Environment Network ajudou a entender o papel das florestas em melhorar a subsistência das pessoas, confirmando que as florestas são uma importante fonte de renda rural, mas questionando alguns dos antigos pressupostos sobre como estes recursos são usados.
A organização de defesa ecológica equatoriana YASunidos, junto com a Acción Ecológica e a pastoral indígena de Chimborazo, entraram com uma ação na justiça para proteger os direitos da natureza do páramo de Tangabana, os quais são protegidos pela constituição equatoriana, em relação a una plantação em grande escala de árvores de pínus estabelecida em 2013, nas montanhas dos frágeis ecossistemas da floresta sempre verde montana alta e do páramo de capinzal de Pallo-Tangabana.
A Marcha Mundial das Mulheres, durante as negociações da ONU sobre o clima, no Peru, mostrou sua solidariedade ativa a Máxima Acuña, que enfrenta um processo judicial por sua resistência à transnacional mineradora Yanacocha, em Cajamarca (norte do Peru). A empresa apresentou acusações por usurpação agravada, e o juiz decretou, em primeira instância, uma pena de dois anos e oito meses, multa e o confisco do terreno do qual é possuidora e proprietária.
A ONG GRAIN lançou uma didática cartilha que mostra claramente o papel fundamental do sistema agroindustrial na emissão de dióxido de carbono e outros gases tóxicos que geram a crise climática. Assim, destaca-se que a agricultura industrial é responsável por 15% a 18% das emissões contaminantes em função do desmatamento que promove. Portanto, a cartilha também sugere passos essenciais na recuperação e na reafirmação da soberania alimentar para sair do modelo industrial.